domingo, 19 de outubro de 2014
Retirar água do ar
quarta-feira, 16 de abril de 2014
Especialistas alertam para próximo grande sismo em Lisboa
publicado 11 Abr, 2014, 22:04 / atualizado em 11 Abr, 2014, 22:04 in RTP Notícias - Ana Luísa Rodrigues/ Sónia Silva/ Hermano Soares/ Filipe Martins/ Pedro Rothes/ Sérgio Ramos/ Carlos Matias/ Paulo Nunes
Veja aqui o trabalho dos jornalistas da RTP
terça-feira, 10 de dezembro de 2013
Hackers chineses atacaram Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal

Numa altura em que os olhos sobre a espionagem têm estado centrados nas informações divulgadas por Edward Snowden sobre a forma de actuação da Agência Nacional de Segurança (NSA) dos Estados Unidos, um novo relatório vem alertar que há outros problemas que estão longe de estar controlados: um grupo de hackers chineses conseguiu entrar no sistema informático dos ministérios dos Negócios Estrangeiros de cinco países diferentes, entre os quais Portugal, diz o New York Times.
Além de Portugal, de acordo com o New York Times, os países visados foram a República Checa, Bulgária, Letónia e Hungria. Os ataques, diz um relatório da empresa de segurança informática californiana FireEye, terão começado em 2010 e sido feitos de forma reiterada. Os países não são mencionados no documento mas, pelos endereços de e-mail no site dos hackers, o jornal diz ser possível avançar os cinco alvos e uma fonte da investigação confirmou-os ao New York Times.
Nart Villeneuve, que colaborou com a FireEye na investigação, adiantou que o trabalho deste grupo de pirataria informática tem um padrão diferente, já que os alvos não foram comerciais mas sim governamentais, o que pode indiciar tratar-se de uma campanha afiliada do Estado chinês.
Villeneuve tinha no ano passado colaborado com uma empresa de segurança de Tóquio na investigação sobre um conjunto de ataques a empresas no Japão e na Índia e diz que os autores dos ataques aos ministérios dos Negócios Estrangeiros foram altamente selectivos. A investigação recebeu o nome de “Ke3Chang”, depois de terem percebido que os hackers introduziam malware (software malicioso) através do e-mail.
De início, o grupo enviava um e-mail aos seus alvos com um link onde dizia existirem fotografias de Carla Bruni, a mulher do antigo Presidente francês Nicolas Sarkozy, nua. Bastava alguém clicar no endereço para os hackers conseguirem instalar-se no computador e respectiva rede informática, sendo que os investigadores não perceberam que ficheiros foram afectados.
O mais perto que conseguiram chegar foi em Agosto, quando a FireEye conseguiu infiltrar-se durante uma semana nos servidores do grupo, identificando 21 alvos diferentes, incluindo os cinco ministérios. As vítimas eram sempre pessoas com acesso privilegiado a conteúdos dos mesmos. No total, não se sabe quantos afectados haverá e a quantos mais computadores chegaram.
Rob Rachwald, investigador sénior da FireEye, disse também ao New York Times que os ataques por parte da China a ministérios dos Negócios Estrangeiros de outros países não são inéditos, sendo mesmo uma prática corrente para obter de forma antecipada informação, por exemplo, sobre questões policiais relacionadas com o país.
O jornal norte-americano contactou os vários ministérios, sendo que o de Portugal foi um dos que não respondeu.
NOTA: Relatório foi feito nos EUA e jornal New York Times diz que ministérios da República Checa, Bulgária, Letónia e Hungria também foram visados.
sexta-feira, 21 de junho de 2013
Cientistas descobriram fractura tectónica em formação ao largo da costa portuguesa
in Público Online (Por Ana Gerschenfeld - 18/06/2013 - 10:43)
Após os grandes terramotos de 1755 e 1969 em Portugal, já se suspeitava que algo estivesse a acontecer no fundo do Atlântico, próximo da Península Ibérica. Agora, cientistas portugueses, australianos e franceses afirmam ter descoberto os primeiros indícios desse fenómeno.
A descoberta de uma zona de subducção nas suas primeiríssimas fases de formação, ao largo da costa de Portugal, acaba de ser anunciada por um grupo internacional de cientistas liderados por João Duarte, geólogo português a trabalhar na Universidade de Monash, na Austrália.
A confirmar-se que o fenómeno, em que uma placa tectónica da Terra mergulha debaixo de outra, está mesmo a começar a acontecer, como concluem estes cientistas num artigo publicado online pela revista Geology, isso significa que, daqui a uns 200 milhões de anos, o oceano Atlântico poderá vir a desaparecer e as massas continentais da Europa e América a juntar-se num novo supercontinente.
João Duarte e a sua equipa de Monash, juntamente com Filipe Rosas, Pedro Terrinha e António Ribeiro, da Universidade de Lisboa e do Instituto Português do Mar e da Atmosfera – e ainda Marc-André Gutcher, da Universidade de Brest (França) – detectaram os primeiros indícios de que a Margem Sudoeste Ibérica – uma margem “passiva” do Atlântico, isto é, onde aparentemente nada acontecia – está na realidade a tornar-se activa, explica em comunicado aquela universidade australiana. A formação da fractura foi detectada através do mapeamento pelos cientistas, ao longo de oito anos, do fundo do oceano nessa zona.
“Detectámos os primórdios da formação de uma margem activa – que é como uma zona de subducção embrionária”, diz João Duarte, citado no mesmo comunicado.
E o investigador salienta que a actividade sísmica significativa patente naquela zona, incluindo o terramoto de 1755 que devastou Lisboa, já fazia pensar que estivesse a produzir-se aí uma convergência tectónica.
A existência desta zona de subducção incipiente ao largo de Portugal poderá indiciar que a geografia dos actuais continentes irá evoluir, ao longo dos próximos 220 milhões de anos, com a Península Ibérica a ser empurrada em direcção aos Estados Unidos. Este tipo de fenómeno já terá acontecido três vezes ao longo de mais de quatro mil milhões de anos de história do nosso planeta, com o movimento das placas tectónicas a partir antigos supercontinentes (como o célebre Pangeia, que reunia todos os continentes actuais) e a abrir oceanos entre as várias massas continentais resultantes.
O processo de formação da nova zona de subducção deverá demorar cerca de 20 milhões de anos, fornecendo aos cientistas uma “oportunidade única” de observar o fenómeno de activação tectónica.
sábado, 8 de dezembro de 2012
Sismo de magnitude 7,3 abala Nordeste do Japão
in PÚBLICO - 07/12/2012 - 08:50 (actualizado às 11:19)
O abalo fez tremer os edifícios em Tóquio e foi lançado um alerta de tsunami, entretanto levantado
Um sismo de magnitude 7,3 na escala de Richter abalou o Nordeste do Japão nesta sexta-feira. Foi imediatamente emitido um alerta de tsunami, levantado duas horas depois. Há registo de vagas com um metro de altura numa cidade costeira.
Segundo a agência Reuters, o abalo, que ocorreu às 17h18 (8h18 em Lisboa), fez tremer os edifícios na capital Tóquio durante alguns minutos. Foi imediatamente lançado um alerta de tsunami para a costa da província de Miyagi – uma das mais atingidas pelo terramoto e maremoto a 11 de Março de 2011 – mas cerca de duas horas depois, às 10h20 em Lisboa, o alerta foi levantado.
A AFP avança que a vila de Ishinomaki, na zona costeira de Miyagi, foi atingida por uma primeira vaga às 18h02 (9h02 em Lisboa), com um metro de altura – muito menos do que os 10 a 11 metros registados em 2011. Ishinomaki foi a localidade mais atingida pelo tsunami de 2011, que provocou cerca de 20 mil mortos.
A Reuters dá conta de cinco feridos ligeiros na província de Miyagi, mas a estação de televisão japonesa NHK fala em nove pessoas que terão ficado feridas enquanto tentavam abandonar as suas casas.
“Estava no centro da cidade no exacto momento em que ocorreu o sismo. Entrei imediatamente no carro e comecei a fugir em direcção às montanhas. Ainda estou dentro do carro”, disse à Reuters um morador de Ishinomaki. E acrescentou: “Tenho o rádio ligado e nas notícias dizem que os carros ainda estão presos no trânsito. Tenciono ficar aqui nas próximas duas horas.”
A circulação ferroviária foi interrompida e foram encerradas as pistas do aeroporto de Sendai, capital da província de Miyagi, que ficou inundado na sequência do maremoto de 2011.
Centrais nucleares não foram atingidas
Segundo a informação disponível na página de Internet da Agência Meteorológica do Japão, o epicentro do sismo foi em Sanriku Oki, a 240 quilómetros da costa do Pacífico, na província de Miyagi, a cerca de dez quilómetros de profundidade e com magnitude 7,3.
Segundo o jornal online The Japan Times, a Tohoku Electric Power Co, empresa detentora da central nuclear de Onagawa, garantiu que não há registo de danos naquela unidade, que foi atingida pelo forte sismo de Março de 2011, de magnitude 8,9 na escala de Richter. O jornal, que cita a estação de televisão japonesa NHK, diz que não há danos em qualquer uma das centrais nucleares da região de Tohoku – entre elas está a central de Fukushima, que ficou devastada pelo tsunami de 2011, originando o maior desastre nuclear desde Chernobyl, em 1986.
De acordo com a BBC, o primeiro-ministro japonês, Yoshihiko Noda, cancelou a campanha para as eleições de 16 de Dezembro. É difícil telefonar para a província de Miyagi, uma vez que as linhas estão completamente ocupadas.
O alerta de tsunami indicava que as ondas podem ter até dois metros de altura e recomendava às populações que se afastassem das zonas costeiras. Na memória ainda está a catástrofe de Março de 2011, em que o terramoto seguido de tsunami devastou aldeias inteiras, desalojando e traumatizando milhares de pessoas, destruindo culturas e fábricas, deixando marcas difíceis – e caras – de apagar. Só o custo do acidente nuclear em Fukushima pode ascender a cerca de 100 mil milhões de euros.Além deste alerta, foram emitidos avisos para as zonas de Fukushima, Iwate, Ibaraki e Aomori, também já cancelados. O Departamento de Estudos Geológicos dos Estados Unidos registou três réplicas do sismo, com magnitude de 6,2, 5,5 e 4,7.
terça-feira, 29 de maio de 2012
Contagem dos mortos do novo sismo em Itália atinge uma dezena
in PT Jornal (Autor: António Henriques - Terça-feira, 29 Maio 2012 11:51)
O sismo que fez tremer Itália na manhã de hoje provocou pelo menos 10 mortos, já confirmados. O tremor de terra, com epicentro na província de Modena, na região norte de Itália, atingiu uma magnitude 5.8 na escala de Richter.
Dez dias depois de um sismo em solo transalpino, que fez sete vítimas mortais, a Itália voltou a tremer, com um novo tremor de terra que já provocou 10 mortos, confirmados pelas autoridades.
De magnitude 5.8 na escala de Richter, este sismo teve epicentro na província de Modena, na região norte de Itália, às 9h00 de Itália (8h00 em Lisboa). De acordo com o Instituto Nacional de Geofísica e Vulcanologia, após o sismo sentiram-se duas réplicas, às 11h50 locais.
Este sismo provocou o colapso de edifícios, numa região já devastada pelo tremor sentido há 10 dias. O sismo foi sentido em toda a zona norte de Itália, apesar de provocar danos no norte transalpino.
Das vítimas já contadas, três encontravam-se no interior de um edifício industrial, situado em San Felice Sul Panaro. Outros dois mortos também estavam em prédios, mas na província de Mirandola, sendo que todos os restantes estavam em residências próprias. Um padre morreu também, vítima do colapso de uma igreja situada na cidade de Carpi.
Itália ainda se tentava levantar do sismo da madrugada de há 10 dias, também na região norte, com 50 feridos, além dos sete mortos. O número de desalojados também impressionava: mais de 11 mil pessoas que passam as noites em automóveis e em residências de familiares.
O sismo foi sentido em diversas cidades italianas atingiu seis graus na escala Richter. O abalo de terra provocou o caos em diversas cidades e teve epicentro em Finale Emilia, localizada a 36 quilómetros de Bolonha.
segunda-feira, 5 de março de 2012
Astronomia: Tempestade solar causa apagão de rádio

in DN Online (2012.03.05)
Uma mancha muito ativa está a preocupar os cientistas e nos próximos dias pode haver erupções capazes de prejudicar os equipamentos elétricos.
Uma violenta erupção solar está a causar apagões de rádio em vários países, nomeadamente na Austrália, China e Índia. Esta tempestade está ligada a uma mancha solar de grandes dimensões (1429) que se formou há alguns dias e cuja rotação a conduziu para o lado da superfície da estrela virada para o lado da Terra. A mancha deverá manter-se nas próximas horas e os cientistas esperam possíveis agravamentos da situação.
Para já, a atividade geomagnética produzida pela anterior erupção causou o apagão de rádio de nível 3, numa escala de 5. Na quarta e quinta, a Terra deverá ser atingida por uma ejeção de massa coronal capaz de produzir uma tempestade geomagnética de nível menor ou moderado.
As erupções solares são capazes de provocar perturbações na rede elétrica e nos equipamentos eletrónicos, podendo literalmente "fritar" os circuitos dos satélites em órbita. Teoricamente, é possível que uma tempestade forte (o que não parece ser o caso desta) cause uma rutura na rede elétrica das grandes cidades. Um apagão global poderia levar meses a resolver e teria o potencial para causar centenas de milhares de milhões de euros em prejuízos, talvez milhares de mortos.
Segundo um relatório publicado esta semana na revista científica Space Weather, a possibilidade de ocorrer um chamado "evento Carrington" até ao final da década é de 12%. A designação indica uma erupção solar gigantesca que ejectou enorme quantidade de massa coronal, fenómeno observado no final de Agosto de 1859 por um astrónomo chamado Richard Carrington. A tempestade solar deu origem a auroras boreais visíveis em toda a Europa. Era mesmo possível ler o jornal de noite. O fenómeno perturbou as comunicações da época, nomeadamente o telégrafo, mas o carácter primitivo destas tecnologias justificou o impacto limitado. O caso seria bem diferente com os equipamentos modernos.
terça-feira, 24 de janeiro de 2012
terça-feira, 3 de janeiro de 2012
Hackers querem criar rede de satélites para terem uma Internet livre

in Sol Online (2 de Janeiro, 2012)
Um grupo de hackers está a planear colocar em órbita uma nova rede de satélites para conseguirem ter uma Internet livre de censura A estratégia foi divulgada pelo projecto Hackerspace Global Grid durante uma conferência de hacking que teve lugar recentemente em Berlim, avança a BBC.
A iniciativa passa também por criar uma rede de estações de controlo, capaz de comunicar com os satélites, independente de qualquer tipo de organização oficial.
Caso o projecto se concretize, a meta é criar uma Internet livre e que não seja controlada por nenhum governo ou organização.
Citado pela estação britânica um dos promotores da ideia, Nick Farr, defende que «a primeira meta é ter uma Internet sem censura no espaço. Vamos tirar a Internet do controlo de entidades terrestres».
Por enquanto já há alguns entusiastas que estão a trabalhar no desenvolvimento desta infra-estrutura de comunicações, nomeadamente na instalação de centros de controlo de baixo custo, que custam cerca de 100 euros e podem ser utilizados pelo projecto para monitorizar os satélites.
Para Armin Bauer, um dos participantes no projecto citado pela BBC, este projecto acaba por ser «o contrário do GPS», pois «o GPS utiliza os satélites para calcular o local onde estamos e isto diz-nos onde é que estão os satélites. Nós podemos utilizar as coordenadas do GPS mas também melhorá-las ao utilizar locais fixos nos locais identificados de forma precisa».
Este entusiasta de 26 anos prevê que os primeiros protótipos destas primeiras estações estejam instalados durante a primeira metade de 2012, para que no final do ano surjam os primeiros modelos de trabalho.
Apesar das expectativas do grupo, há quem não acredite que este chegue a bom porto, sobretudo devido às questões técnicas.
Esse é o caso de Alan Woodward, um professor do departamento de Computação da Universidade de Surrey, que refere à estação britânica que «satélite em
órbita baixa como esses já são lançados por amadores há muito, mas não ficam muito tempo no mesmo local e orbitam normalmente a cada 90 minutos».
Para este especialista «isto não quer dizer que não possam ser utilizados para comunicações, mas obviamente apenas para os períodos de tempo relativamente curtos durante os quais estão à nossa vista. É difícil ver como é que esses satélites podem ser utilizados como uma rede de comunicações viável, mesmo se houver um número [de satélites] significativo na constelação».
Além desta nova forma de aceder à Internet, o projecto tem outros dois grandes objectivos: colocar um astronauta no espaço e desenvolver novos dispositivos electrónicos que possam aguentar em ambiente espacial.
sexta-feira, 25 de novembro de 2011
Portugal vai pagar €34.400 milhões de juros à troika

in Expresso Online (com LUSA - Sexta feira, 25 de novembro de 2011 - 7:00)
Total do crédito oferecido a Portugal no âmbito do resgate financeiro é de €78 mil milhões, mas só em juros vamos pagar quase metade.
Portugal vai pagar um total de €34.400 milhões em juros pelos empréstimos do programa de ajuda da troika (Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional), segundo dados do Governo.
Este valor foi apresentado pelo Ministério das Finanças em resposta a uma questão de Honório Novo, deputado do PCP.
O total do crédito oferecido a Portugal no âmbito do programa de assistência da "troika" é €78 mil milhões.
Durante o debate parlamentar do Orçamento Retificativo para 2011, no final de outubro, o deputado comunista pelo Porto perguntou: "Quanto é que serão os juros globais desta ajuda? Quanto é que Portugal pagará só em juros para nos levarem pelo mesmo caminho que a Grécia, ao empobrecimento generalizado do país?".
A resposta do Ministério das Finanças, €34.400 milhões, corresponde ao valor total a pagar ao longo do prazo dos empréstimos.
€12 mil milhões são para a recapitalização da banca
Isto presumindo que Portugal recorre integralmente ao crédito disponível. Ou seja, que "é utilizado na totalidade" o montante destinado às empresas do sector financeiro - os €12 mil milhões reservados para a recapitalização da banca.
Na resposta do Ministério das Finanças a Honório Novo nota-se ainda que as condições dos empréstimos concedidos por instituições europeias são bastante mais favoráveis que as dos créditos do FMI.
Os empréstimos do Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF) ou do Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEE) têm uma maturidade (duração) média de 12 anos, a uma taxa de juro média de 4%.
Já os empréstimos do Fundo têm uma maturidade média de sete anos e três meses, e uma taxa de juro média de 5% - mas neste caso "a taxa de juro é variável, à qual acresce um spread [diferencial] que depende do montante em dívida e pode chegar a perto de 400 [pontos base] depois dos três primeiros anos", lê-se no documento das Finanças.
terça-feira, 25 de outubro de 2011
Aumenta para 366 o número de mortos no sismo na Turquia

in Visão Online, com LUSA (Terça feira, 25 de Out de 2011 - 10:03)
O terramoto de magnitude 7,2 que atingiu o leste da Turquia no domingo matou, pelo menos, 366 pessoas, informaram, esta terça-feira, as autoridades locais. Cerca de 1.300 pessoas ficaram feridas, e ainda há um número não conhecido de desaparecidos.
As equipas de socorro continuam esta segunda feira a trabalhar sem descanso para encontrarem sobreviventes do sismo
As equipas de socorros conseguiram, na segunda feira, retirar uma adolescente de 16 anos, Hilal, das ruínas da sua casa em Ercis, uma cidade de cerca de 75.000 habitantes e que sofreu mais danos na zona afetada.
O epicentro do sismo, que se fez sentir às 10:41 TMG (11:41 de domingo em Lisboa), foi registado a 19 quilómetros a nordeste da província de Van e a uma profundidade de 7,2 quilómetros, de acordo com o Instituto de Geofísica norte-americano.
A maioria das vitimas já confirmadas morreu na cidade de Ercis, a mais atingida pelo sismo que abalou a Turquia este domingo.
O responsável do instituto sismológico de Kandili, Mustafa Gedik, deu uma conferência de imprensa em Istambul, onde afirmou que este foi um "forte sismo" e estimou que este "pode causar entre 500 e 1.000 mortos".
Lusa - Esta notícia foi escrita nos termos do Acordo Ortográfico
sexta-feira, 7 de outubro de 2011
terça-feira, 27 de setembro de 2011
Secretas: CNPD arquiva processo relativo à TMN

in Expresso Online (Segunda feira, 26 de setembro de 2011 - 20:00)
A Comissão Nacional de Proteção de Dados arquivou o processo contra a TMN por entender que a empresa de telecomunicações não violou a proteção dos dados pessoais do jornalista Nuno Simas.
Arquive-se. Numa deliberação hoje publicada no seu site, a Comissão Nacional de Proteção de Dados (CNPD) considera "não se ter verificado qualquer violação da proteção dos dados pessoais do jornalista Nuno Simas", por parte da TMN, pelo que decidiu arquivar o processo contra essa empresa de telecomunicações.
A CNPD justifica a sua decisão alegando ainda que não foi efetuado "qualquer acesso aos dados associados ao número de telefone do jornalista Nuno Simas, no período entre julho e setembro de 2010". Na altura, o jornalista, que é atualmente diretor-adjunto de Informação da agência Lusa, trabalhava no "Público".
A deliberação da CNPD será entregue à Comissão Parlamentar de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias e ao Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Lisboa.
Prazos de conservação dos dados são curtos
A averiguação da CNPD surgiu após o caso ter sido noticiado pelo Expresso, a 27 de agosto, com o título "SIED (Serviço de Informações Estratégicas de Defesa]) espiou telemóvel de jornalista do Público".
Segundo o Expresso, os dados de tráfego das comunicações telefónicas do jornalista Nuno Simas, no período entre 19 de julho a 12 de agosto de 2010, teriam sido alegadamente acedidos de forma ilegal.
A investigação permitiu à CNPD confirmar que "nenhuma das comunicações constantes dessa listagem foi realizada a partir do número de telefone da rede TMN, do qual o jornalista Nuno Simas é assinante".
Porém, sublinha o texto, "atendendo a que os prazos de conservação dos dados de tráfego não são longos (seis meses e um ano) não teria sido possível à CNPD verificar os eventuais acessos aos dados do jornalista Nuno Simas, pois o período a que se reportam os acontecimentos noticiados é superior a um ano".
Entretanto, na edição do passado sábado, o Expresso noticiou que a Polícia Judiciária já tinha descoberto a "toupeira" da Optimus, outra operadora de telemóveis, acrescentando que um funcionário da operadora no Porto "já foi constituído arguido".
CNPD: medidas de segurança da TMN são "adequadas"
No entanto, a Comissão considera que, das verificações feitas às bases de dados que contêm dados de tráfego, tais como o número chamado, a data e hora do início da comunicação e a sua duração, foi possível certificar-se que "não tinha ocorrido qualquer acesso, legítimo ou ilegítimo, aos dados de tráfego do jornalista Nuno Simas, tratados pela TMN, no período de julho a setembro de 2010".
Assim, conclui a CNPD, não houve qualquer acesso aos dados e, subsequentemente, "não houve qualquer visualização, alteração, cópia, extração ou qualquer outra operação que permitisse que dados de tráfego do jornalista estivessem na posse de terceiros".
A Comissão pôde ainda verificar que "os telefonemas e SMS listados não foram feitos a partir do número de telefone da rede TMN, de que é assinante o jornalista Nuno Simas".
A CNPD considerou "adequadas" as medidas de segurança da operadora, de modo a proteger e respeitar os direitos, liberdades e garantias dos titulares dos dados.
Concluiu também existir "um especial cuidado em restringir o acesso a dados de tráfego, limitando-se o número de utilizadores", sendo considerada uma boa prática a máscara aplicada aos últimos cinco dígitos do número chamado, o que inviabiliza o acesso à informação mais sensível constante dos dados de tráfego.
segunda-feira, 13 de junho de 2011
À espera do fim do mundo
Armas secretas, castigos divinos e conspirações internacionais alimentam teorias sobre o fim do planeta

O que têm em comum a tempestade de granizo que fustigou Lisboa em Abril deste ano, o grande sismo e tsunami que devastaram a costa japonesa em Março ou a estranha vaga de pássaros mortos que se verificou em várias partes da América no início do ano? Para muitos cibernautas de todo o Mundo, a resposta tem cinco letras: HAARP. Em inglês, esta é a sigla de High Frequency Active Auroral Research Program (Programa de Pesquisa de Actividade Aural de Alta Frequência, numa tradução livre).
Oficialmente, trata-se de um programa iniciado nos anos 90 pelas Forças Armadas americanas para o desenvolvimentos das comunicações através da ionosfera, a camada mais elevada da atmosfera do Planeta. A partir de uma base no Alasca, os americanos usam emissões de grande potência para comunicar com submarinos e aviões, mas os detractores do projecto dizem que se trata de uma arma capaz de provocar as mais terríveis catástrofes naturais.
CONTESTAÇÃO POLÍTICA
A especulação sobre os poderes malévolos do projecto HAARP não se alimenta apenas de fontes anónimas da internet: Em Janeiro de 2010, pouco depois de o Haiti ter sido arrasado por um sismo, o presidente venezuelano Hugo Chávez declarou que a catástrofe tinha sido "um claro resultado de um teste da marinha norte-americana", referindo "um terramoto experimental dos EUA". No caso do sismo do Japão, também não faltam advogados da causa de que o desastre natural foi provocado pelo HAARP, e até em relação à tempestade de granizo que se abateu sobre a região de Lisboa no final de Abril há quem associe o estranho fenómeno natural ao ‘sinistro' projecto americano.
Mas o HAARP é apenas uma das pontas de um gigantesco icebergue de teorias catastróficas. A internet é o vespeiro ideal onde se multiplicam cenários do fim dos tempos, incluindo o uso de poderosas armas secretas capazes de devastar o Planeta e manipular as consciências.
FIM DO MUNDO ADIADO
Há dias, o veterano radialista americano Harold Camping, de 89 anos, saltou para as notícias com a sua previsão de que o Mundo iria acabar a 21 de Maio. Harold, líder de um movimento cristão, gastou quase toda a sua fortuna pessoal (estimada em muitos milhões de dólares) a divulgar o acontecimento, e ficou destroçado quando acordou, vivo e de boa saúde, na manhã do dia 22. Desorientado, faltaram-lhe palavras para se dirigir àqueles que, como ele, se tinham livrado dos bens materiais para serem abençoados no dia do Juízo Final: "Não estamos no ramo de dar conselhos financeiros. A nossa missão é dizer às pessoas que há alguém com quem se pode falar, e esse alguém é Deus", disse o ‘visionário' à BBC. Apesar de considerar ter cometido "um erro terrível", Harold preconiza uma nova data para a segunda vinda de Cristo à Terra: o próximo dia 21 de Outubro.
O sociólogo Moisés Espírito Santo, especialista em religiões, lembra que as apoquentações espirituais sobre o fim do Mundo não são de agora. "O próprio Jesus Cristo disse aos seus seguidores que alguns deles iriam assistir ao Juízo Final", lembra o especialista. "Todas as religiões contêm nos seus escritos referências a um dia do Juízo Final, e há sempre quem tente encontrar datas para estes eventos. Mas são quase sempre movimentos à margem que apontam datas concretas". Na era da tecnologia, as teses mais esotéricas prosperam: "É uma utopia pensarmos que a Ciência poderá levar as pessoas a abandonar as suas crenças. Haverá sempre quem acredite nas teses mais obscurantistas ", diz Moisés Espírito Santo, que sublinha o facto de "a tecnologia e redes como a internet servirem muitas vezes para as pessoas descobrirem justificações adicionais para aquilo em que acreditam".
O MITO DOS MAIAS
A profecia apocalíptica mais popular da actualidade tem a ver com o fim do calendário Maia, a antiga civilização que despontou na América Latina até à chegada dos europeus. O mito instalado explica que os Maias contaram os dias até à data de 21 de Dezembro de 2012. Depois, viria o caos e a destruição. Hollywood agarrou o tema e, no ano passado, o filme ‘2012' arrastou para as salas de cinema milhões de espectadores.
CONTAS TROCADAS
No entanto, mais uma vez, entre o mito e a realidade vai uma distância considerável. Edwin Barnhart, director do Centro de Exploração Maia, baseado na cidade americana de Austin, é um dos mais reputados especialistas mundiais nesta antiga civilização. Em conversa com a Domingo, o investigador desmonta os vários mitos criados à volta do anunciado fim do Mundo.
"Existe uma grande confusão acerca da forma como o mundo ocidental analisa o calendário maia. A forma como usamos a matemática para contar o tempo não tem correspondência directa com o sistema que os maias usavam. Não há nenhuma prova que nos possa levar a concluir sem margem para dúvidas que o calendário Maia vá acabar a 21 de Dezembro de 2012", explica Edwin Barnhart.
"Estamos a viver a quarta era do calendário maia. O último ciclo iniciou-se no ano de 3114 a.C., mas não sabemos se todos os ciclos têm a mesma duração. Os maias encaravam a mudança de ciclos como uma oportunidade de renovação, de reconstruir a sociedade tanto em termos físicos, com a substituição de velhos edifícios por novas construções, como em termos espirituais, com a adopção de novos valores e comportamentos. Nunca se referem a acontecimentos catastróficos nessas mudanças", defende Barnhart.
Apesar do alarmismo, o investigador reconhece vantagens nesta onda de medo: "nunca houve tanto interesse pela cultura maia. Espero que, depois de 2012, as pessoas se possam concentrar no mais importante para apreciar os maias como uma das civilizações mais fascinantes do mundo antigo".
PLANETAS EM COLISÃO
Barnhart gasta boa parte do seu tempo a dar palestras nas universidades americanas, mas são muitos mais os que preferem acreditar no que se lê na internet. E se uma teoria da conspiração atrai muita gente, quando se combinam várias teorias num mesmo enredo o resultado é ainda melhor. A profecia maia tem sido conjugada com uma outra teoria catastrofista; a de que existe um 9º planeta (excluindo o despromovido Plutão) no Sistema Solar, designado por Planeta X ou Nibiru (alegadamente descoberto pelos sumérios há milhares de anos). Este planeta estará em rota de colisão com a Terra no dia em que se prevê o fim do tempos. O assunto ganhou tal dimensão que a própria agência espacial americana dedica várias páginas do seu site a tentar serenar os ânimos mais exaltados.
Numa dessas páginas, Don Yeomans, investigador sénior da NASA, usa o humor como arma: "Nada de mal vai acontecer à Terra em 2012. O nosso Planeta tem-se safado muito bem há mais de 4 mil milhões de anos, e cientistas credíveis de todo o Mundo desconhecem qualquer ameaça associada ao ano 2012". O cientista explica com mais detalhe a falsidade das teses de colisão iminente com outro corpo celeste: "Nibiru e outras histórias sobre planetas em rota de colisão são embustes da internet. Não há base factual para estas especulações. Se Nibiru ou o Planeta X fossem reais e estivessem na rota da Terra em 2012, os astrónomos já os estariam a seguir desde a última década e seriam agora visíveis a olho nu".
PERIGO NOS CÉUS
Outra preocupação muito em voga são os chamados ‘chemtrails', que podemos traduzir como ‘rastos químicos'. Ao observar os céus após a passagem de aviões, muita gente concluiu que os rastos de fumo branco deixados pelas aeronaves demoram cada vez mais tempo a dissipar-se. Rapidamente se chegou à conclusão de que, em vez de se tratar do vapor de condensação associado aos motores dos aviões, estas nuvens resultam do lançamento de químicos com fins malévolos.
Acusam-se os governos de terem programas específicos para produzir alterações climáticas e até envenenar populações. E pouco têm adiantado as respostas de diferentes autoridades. Os parlamentos do Canadá e do Reino Unido já estudaram o assunto, sem descobrir motivos de alarme, e os americanos emitiram, em 2000, um documento subscrito por várias entidades oficiais a garantir que estas nuvens são formadas principalmente por cristais de gelo. Mas basta escrever ‘chemtrails' num motor de pesquisa para obter milhares de resultados ‘aterradores'. E os céus de Portugal não estão a salvo...
REBELDES COM UMA CAUSA
Não são propriamente apocalípticos, mas acreditam que o Planeta chegou a um ponto de ruptura. Consumimos muito mais do que produzimos e a este ritmo a humanidade caminha para a ruína. O diagnóstico não é especialmente original, mas a receita que o Movimento Zeitgeist defende para resolver contradição insanável pressupõe uma nova ideologia. O Zeitgeist (expressão alemã que significa ‘o espírito do tempo') nasceu dos filmes de Peter Joseph, fundador do movimento. Peter começou por questionar o funcionamento da sociedade capitalista e dissecou as razões económicas das guerras e conflitos. O filme ‘Zeitgeist', de 2007, abriu caminho ao movimento homónimo.
Em Portugal, o site conta com 7500 assinaturas de gente empenhada em construir "uma sociedade baseada na distribuição de recursos, em que o método científico e a tecnologia garantam que todos tenham acesso gratuito aos bens essenciais", explica o coordenador nacional, Miguel Oliveira, um publicitário de 19 anos.
O movimento luta para que um dia os aparelhos político, judicial e jurídico se tornem obsoletos, para que se possa viver "num novo tipo de sociedade", sem políticos nem tribunais. Pode parecer uma utopia, mas Miguel Oliveira defende as suas convicções, acreditando nos efeitos a longo prazo: "Não sei se no meu tempo de vida vou assistir a estas transformações, mas é o nosso dever lançar as sementes e empenharmo-nos na educação dos mais novos, procurando consciencializá-los para construírem um mundo mais sustentável e racional", diz.
CONSPIRADORES PODEROSOS
Tema clássico das teorias da conspiração são as sociedades secretas, vistas como a causa de grande parte dos males do Mundo. Illuminati - que o escritor Dan Brown cita frequentemente nos seus livros -, o grupo Bilderberg ou o colectivo Bohemian Growth são alguns dos nomes atirados para a fogueira por reunirem os ricos e poderosos do Mundo e tomarem as grandes decisões da guerra, da política e da economia.
Mas a grande conspiração global desemboca na teoria da New World Order (Nova Ordem Mundial), que diz que o Mundo está nas mãos de um grupo restrito de grandes banqueiros, empresários e políticos, que decidem os rumos do Mundo conforme as suas conveniências. Num País a viver sobre o jugo das regras ditadas pela troika do FMI, Banco Central Europeu e União Europeia, abre-se terreno fértil para que todas as sementes da conspiração possam crescer e prosperar...
SISMO ANUNCIADO HÁ 30 ANOS AFINAL NÃO ACONTECEU
Falecido em 1979, o cientista italiano Raffaele Bendandi deixou uma vasta obra sobre a ocorrência de terramotos. Esforçou-se por desenvolver técnicas de prever os sismos e, há algumas semanas, começou a circular o rumor de que Bendandi tinha descoberto que a cidade de Roma haveria de ser abalada no dia 11 de Maio de 2011.
Apesar dos apelos à calma das autoridades, milhares de romanos tomaram o boato por verdadeiro e abandonaram a cidade. Muitas lojas fecharam e milhares de crianças foram retiradas das escolas pelos pais. Afinal, nem a terra tremeu, nem o rumor tinha fundamento. A própria família de Bendandi, que guarda os documentos do cientista, negou que existisse alguma referência ao malfadado sismo. O mito voltou a ganhar à razão.
NOTAS
INTERNET - O anonimato convida à irresponsabilidade e faz da internet um vasto campo para criar teorias alarmistas.
PROFECIA - A vidente latino-americana Luz de María de Bonilla prevê catástrofes em todo o Mundo. Acertou no Japão.
MÉDIA - Para quem crê nas teorias mais rebuscadas, os média tradicionais são agentes de contra-informação.
CIÊNCIA - Uma boa teoria da conspiração assenta em factos que possam ter a aparência de verdades científicas.
CINEMA - Os filmes sobre catástrofes são uma receita típica de Hollywood. ‘2012' foi um sucesso comercial.
PODER - Outro clássico ensinamento das teorias conspirativas. Quem manda não são aqueles em quem votamos.
WACO - Em 1993, o cerco à seita davidiana liderada pelo americano David Koresh resultou em 70 mortes.
domingo, 15 de maio de 2011
Brasil: Sismo de magnitude seis a mil km da costa

in TSF Online (11.05.15 - 17:42)
Um terramoto de magnitude seis sacudiu este domingo o Oceano Atlântico, a mais de mil quilómetros da costa do Brasil, informou o Instituto Geológico norte-americano.
O sismo que ocorreu às 13h08 TMG (14h08 em Lisboa) teve o seu epicentro na cordilheira dorsal meso-atlântica, a 1.277 quilómetros a noroeste de Natal, no Brasil, e a 1.624 quilómetros de Cabo Verde.
O tremor de terra ocorreu a uma profundidade de 10 quilómetros, segundo o Instituto Geológico norte-americano, que tem sede em Boulder, no Colorado.
Até ao momento não há indícios de que o sismo vá provocar um tsunami.
Sismo em Espanha não terá consequências em Portugal
in Diário Digital / Lusa (quinta-feira, 12 de Maio de 2011 | 10:34)O sismo que abalou na quarta-feira a cidade de Lorca, em Espanha, não terá consequências nem réplicas em Portugal porque o terramoto aconteceu numa zona longe da fronteiras de placas tectónicas, explicou à Lusa o sismólogo Francisco Carrilho.
«À partida Portugal não tira consequências diretas» até porque «o sismo aconteceu devido a um movimento numa falha tectónica longe da zona de fronteira», disse o diretor do departamento de sismologia e geofísica do Instituto de Meteorologia de Portugal.
Apesar de ter sido um terramoto com uma magnitude de «apenas» 5,2 na escala de Richter, o sismo teve efeitos que, segundo o sismólogo, ficam «no topo do topo dos expectáveis».
quinta-feira, 14 de abril de 2011
Juros da dívida portuguesa a 5 e 10 anos voltam a bater máximos históricos
in SIC Online (Publicação: 14-04-2011 10:38 | Última actualização: 14-04-2011 10:44 - Fonte: LUSA)Os juros exigidos pelos investidores para deter títulos de dívida soberana portuguesa a cinco e dez anos voltaram hoje a bater máximos, negociando acima dos 10,3% e 8,7%. Os juros continuam a subir, num momento em que a troika (União Europeia, BCE e FMI) está em Lisboa a preparar as negociações sobre o plano de resgate e surgem notícias sobre a existência de países europeus contra a ajuda a Portugal.
No prazo a cinco anos, a taxa negociava nos 10,342%, acima dos 10,250% registados na quarta-feira, atingindo o 'spread' face à dívida alemã os 761,5 pontos base, segundo a agência de informação financeira Bloomberg.
Já os juros exigidos pelos investidores para deterem títulos de dívida soberana portuguesa a dez anos negoceiam hoje em média nos 8,786%, acima dos 8,743% de quarta-feira. O 'spread' face à dívida alemã chegava aos 537,1 pontos base.
A taxa a dois anos, também subia, negociando nos 9,125%, acima dos 9,051 por cento de quarta-feira, e o 'spread' face à dívida alemã tocava nos 728,2 pontos base.
Portugal’s Unnecessary Bailout (O resgate desnecessário de Portugal)

in New York Times Online (By ROBERT M. FISHMAN*, Op-Ed Contributor - Published: April 12, 2011)
South Bend, Ind.
PORTUGAL’S plea for help with its debts from the International Monetary Fund and the European Union last week should be a warning to democracies everywhere.
The crisis that began with the bailouts of Greece and Ireland last year has taken an ugly turn. However, this third national request for a bailout is not really about Debt. Portugal had strong economic performance in the 1990s and was managing its recovery from the global recession better than several other countries in Europe, but it has come under unfair and arbitrary pressure from bond traders, speculators and credit rating analysts who, for short-sighted or ideological reasons, have now managed to drive out one democratically elected administration and potentially tie the hands of the next one.
If left unregulated, these market forces threaten to eclipse the capacity of democratic governments — perhaps even America’s — to make their own choices about taxes and spending.
Portugal’s difficulties admittedly resemble those of Greece and Ireland: for all three countries, adoption of the euro a decade ago meant they had to cede control over their monetary policy, and a sudden increase in the risk premiums that bond markets assigned to their sovereign debt was the immediate trigger for the bailout requests.
But in Greece and Ireland the verdict of the markets reflected deep and easily Identifiable economic problems. Portugal’s crisis is thoroughly different; there was not a genuine underlying crisis. The economic institutions and policies in Portugal that some financial analysts see as hopelessly flawed had achieved notable successes before this Iberian nation of 10 million was subjected to successive waves of attack by bond traders.
Market contagion and rating downgrades, starting when the magnitude of Greece’s difficulties surfaced in early 2010, have become a self-fulfilling prophecy: by raising Portugal’s borrowing costs to unsustainable levels, the rating agencies forced it to seek a bailout. The bailout has empowered those “rescuing” Portugal to push for unpopular austerity policies affecting recipients of student loans, retirement pensions, poverty relief and public salaries of all kinds.
The crisis is not of Portugal’s doing. Its accumulated debt is well below the level of nations like Italy that have not been subject to such devastating assessments. Its budget deficit is lower than that of several other European countries and has been falling quickly as a result of government efforts.
And what of the country’s growth prospects, which analysts conventionally assume to be dismal? In the first quarter of 2010, before markets pushed the interest rates on Portuguese bonds upward, the country had one of the best rates of economic recovery in the European Union. On a number of measures — industrial orders, entrepreneurial innovation, high-school achievement and export growth — Portugal has matched or even outpaced its neighbors in Southern and even Western Europe.
Why, then, has Portugal’s debt been downgraded and its economy pushed to the brink? There are two possible explanations. One is ideological skepticism of Portugal’s mixed-economy model, with its publicly supported loans to small businesses, alongside a few big state-owned companies and a robust welfare state. Market fundamentalists detest the Keynesian-style interventions in areas from Portugal’s housing policy — which averted a bubble and preserved the availability of low-cost urban rentals — to its income assistance for the poor.
A lack of historical perspective is another explanation. Portuguese living standards increased greatly in the 25 years after the democratic revolution of April 1974. In the 1990s labor productivity increased rapidly, private enterprises deepened capital investment with help from the government, and parties from both the center-right and center-left supported increases in social spending. By the century’s end the country had one of Europe’s lowest unemployment rates.
In fairness, the optimism of the 1990s gave rise to economic imbalances and excessive spending; skeptics of Portugal’s economic health point to its relative stagnation from 2000 to 2006. Even so, by the onset of the global financial crisis in 2007, the economy was again growing and joblessness was falling. The recession ended that recovery, but growth resumed in the second quarter of 2009, earlier than in other countries.
Domestic politics are not to blame. Prime Minister José Sócrates and the governing Socialists moved to cut the deficit while promoting competitiveness and maintaining social spending; the opposition insisted it could do better and forced out Mr. Sócrates this month, setting the stage for new elections in June. This is the stuff of normal politics, not a sign of disarray or incompetence as some critics of Portugal have portrayed it.
Could Europe have averted this bailout? The European Central Bank could have bought Portuguese bonds aggressively and headed off the latest panic. Regulation by the European Union and the United States of the process used by credit rating agencies to assess the creditworthiness of a country’s debt is also essential. By distorting market perceptions of Portugal’s stability, the rating agencies — whose role in fostering the subprime mortgage crisis in the United States has been amply documented — have undermined both its economic recovery and its political freedom.
In Portugal’s fate there lies a clear warning for other countries, the United States included. Portugal’s 1974 revolution inaugurated a wave of democratization that swept the globe. It is quite possible that 2011 will mark the start of a wave of encroachment on democracy by unregulated markets, with Spain, Italy or Belgium as the next potential victims.
Americans wouldn’t much like it if international institutions tried to tell New York City, or any other American municipality, to jettison rent-control laws. But that is precisely the sort of interference now befalling Portugal — just as it has Ireland and Greece, though they bore more responsibility for their fate.
Only elected governments and their leaders can ensure that this crisis does not end up undermining democratic processes. So far they seem to have left everything up to the vagaries of bond markets and rating agencies.
* Robert M. Fishman, a professor of sociology at the University of Notre Dame, is the co-editor of “The Year of the Euro: The Cultural, Social and Political Import of Europe’s Common Currency.”
- A version of this op-ed appeared in print on April 13, 2011, on page A25 of the New York edition.
quinta-feira, 7 de abril de 2011
Governo só entrega pedido formal de ajuda externa depois de negociar com a oposição
in SIC Online (Publicação: 07-04-2011 10:03 | Última actualização: 07-04-2011 11:06 )O Governo só vai entregar formalmente o pedido de ajuda financeira a Bruxelas depois de discutir os termos concretos com os principais partidos da oposição, disse hoje à Lusa fonte governamental.
Apesar de a solicitação ter sido anunciada na quarta-feira pelo primeiro-ministro demissionário, José Sócrates, o Governo e os partidos terão ainda de determinar que garantias serão oferecidas pelo Estado e em que termos será apresentado o pedido, explicou a fonte.
"Não há nenhuma data específica para entregar o pedido e não há nenhuma obrigação de o fazer durante a reunião Ecofin", que começa na sexta-feira e reúne os ministros das Finanças dos Estados-membros da União Europeia, acrescentou.
As negociações entre os partidos vão ser promovidas pelo Presidente da República. Segundo o Diário Económico, Aníbal Cavaco Silva "iniciou contactos com os principais partidos políticos mal foi informado, durante a tarde de ontem (quarta-feira), de que o Governo ia oficializar um resgate financeiro junto da União Europeia".
O presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, disse na quarta-feira que apoia o pedido de ajuda financeira externa feito pelo Governo, acrescentando que o seu partido está disponível para apoiar "um quadro de ajuda mínimo" a negociar pelo executivo. O CDS-PP, que também deverá participar nas negociações, ainda não se pronunciou, tendo o líder Paulo Portas remetido uma reação para hoje.
A presidência húngara da União Europeia anunciou, entretanto, que começará a analisar a questão da ajuda a Portugal ainda hoje, tendo convocado uma conferência de imprensa em Budapeste, onde os ministros das Finanças têm esta noite uma reunião informal antes do Ecofin, segundo noticiou a agência espanhola EFE.
O presidente do Eurogrupo, Jean-Claude Juncker, afirmou, a 24 de março, que o resgate a Portugal deverá ascender a 75 mil milhões de euros.
Portugal é o terceiro país da União Europeia solicitar um resgate para enfrentar dificuldades económicas depois da Grécia e da Irlanda.
O presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, garantiu a José Sócrates que o pedido de ativação dos mecanismos de auxílio financeiro será tratado "da forma mais expedita possível, de acordo com as regras pertinentes".
(Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico) Lusa
terça-feira, 22 de março de 2011
Morreu Artur Agostinho

in TSF Online (por Cristina Santos - 2011.03.22)
Artur Agostinho faleceu esta terça-feira, aos 90 anos, avançou o Record. O jornalista desportivo, locutor de rádio, actor e apresentador de televisão esteve ainda ligado ao Sporting.
Foi locutor de rádio amador na juventude, actividade que ganhou importância a tempo inteiro quando aos 25 anos entrou na Emissora Nacional.
Durante as décadas de 40 e de 50, Artur Agostinho participou em alguns filmes, como por exemplo "O Leão da Estrela" (1947) e "Cantiga da Rua" (1949).
Artur Agostinho nunca deixou o jornalismo desportivo, tendo chegado em 1956 a director do Jornal Record, cargo que assumiu até 1974.
Artur Agostinho foi uma das vozes que transmitiu aos portugueses as vitórias da selecção no Mundial de 1966, em Inglaterra.
Em 1957, ano em que a RTP começou a emitir regularmente, Artur Agostinho já trabalhava em televisão, como jornalista e como apresentador de programas e concursos.
Sem nunca escolher entre o jornalismo desportivo e a representação, Artur Agostinho foi ainda, até meados de 2000, presidente do Grupo Stromp, entidade ligada ao Sporting Clube de Portugal que tem por objectivo principal organizar uma festa que premeia os atletas do clube que mais se destacaram durante o ano.
Em 2003, foi um dos actores a entrar na série televisiva "Ana e os Sete" e um ano depois no filme "Tudo Isto é Fado".
Em Dezembro, Artur Agostinho foi agraciado por Cavaco Silva com a Comenda da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada, numa cerimónia que decorreu no Palácio de Belém.






