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terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Hackers querem criar rede de satélites para terem uma Internet livre




in Sol Online (2 de Janeiro, 2012)

Um grupo de hackers está a planear colocar em órbita uma nova rede de satélites para conseguirem ter uma Internet livre de censura A estratégia foi divulgada pelo projecto Hackerspace Global Grid durante uma conferência de hacking que teve lugar recentemente em Berlim, avança a BBC.

A iniciativa passa também por criar uma rede de estações de controlo, capaz de comunicar com os satélites, independente de qualquer tipo de organização oficial.

Caso o projecto se concretize, a meta é criar uma Internet livre e que não seja controlada por nenhum governo ou organização.

Citado pela estação britânica um dos promotores da ideia, Nick Farr, defende que «a primeira meta é ter uma Internet sem censura no espaço. Vamos tirar a Internet do controlo de entidades terrestres».

Por enquanto já há alguns entusiastas que estão a trabalhar no desenvolvimento desta infra-estrutura de comunicações, nomeadamente na instalação de centros de controlo de baixo custo, que custam cerca de 100 euros e podem ser utilizados pelo projecto para monitorizar os satélites.

Para Armin Bauer, um dos participantes no projecto citado pela BBC, este projecto acaba por ser «o contrário do GPS», pois «o GPS utiliza os satélites para calcular o local onde estamos e isto diz-nos onde é que estão os satélites. Nós podemos utilizar as coordenadas do GPS mas também melhorá-las ao utilizar locais fixos nos locais identificados de forma precisa».

Este entusiasta de 26 anos prevê que os primeiros protótipos destas primeiras estações estejam instalados durante a primeira metade de 2012, para que no final do ano surjam os primeiros modelos de trabalho.

Apesar das expectativas do grupo, há quem não acredite que este chegue a bom porto, sobretudo devido às questões técnicas.

Esse é o caso de Alan Woodward, um professor do departamento de Computação da Universidade de Surrey, que refere à estação britânica que «satélite em

órbita baixa como esses já são lançados por amadores há muito, mas não ficam muito tempo no mesmo local e orbitam normalmente a cada 90 minutos».

Para este especialista «isto não quer dizer que não possam ser utilizados para comunicações, mas obviamente apenas para os períodos de tempo relativamente curtos durante os quais estão à nossa vista. É difícil ver como é que esses satélites podem ser utilizados como uma rede de comunicações viável, mesmo se houver um número [de satélites] significativo na constelação».

Além desta nova forma de aceder à Internet, o projecto tem outros dois grandes objectivos: colocar um astronauta no espaço e desenvolver novos dispositivos electrónicos que possam aguentar em ambiente espacial.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Deputados do PS querem pôr rendimento bruto dos contribuintes na internet










JN (2010-02-03, 11h03m)

Um grupo de deputados socialistas vai apresentar um projeto de Lei que contempla o "levantamento parcial do sigilo fiscal", para permitir o acesso público ao rendimento bruto dos contribuintes.

Em declarações à agência Lusa, o deputado do PS Jorge Strecht Ribeiro (um dos autores da proposta) explicou que a medida, "menos drástica" do que a já existente para os titulares de altos cargos públicos e políticos, é "puramente preventiva" visando uma mudança de comportamento de quem não cumpre.

"Não se trata de cada um de nós ter acesso directo às declarações dos outros nem se o rendimento vem do trabalho, da pensão ou do capital (...) mas apenas e só do acesso público ao rendimento público de cada um de nós", disse.

Esta será, noticia hoje o DN, "a principal proposta que o PS enviará para a comissão parlamentar criada para o combate à corrupção".

Para Jorge Strecht Ribeiro, com o levantamento parcial do sigilo fiscal "as pessoas passarão a interiorizar um comportamento mais adequado, ter a noção de que o país sabe ou pode saber das suas manigâncias", referiu.

"É uma medida puramente preventiva, levanta preventivamente o sigilo fiscal (...) mas levanta o suficiente para que cada um de nós possa ter consciência que a comunidade nos olha (...) isso alterará a prazo a forma como nos comportamos", considerou.

Esta é, de resto, a solução já adoptada pelos países nórdicos ou pelos Estados Unidos.

No entender do deputado do PS, "não é razoável que gastando o Estado dinheiro com a comunidade, que toda beneficia, que haja quem tenha um estatuto de vida dissonante com os efectivos rendimentos" e não esteja "a contribuir para a comunidade na proporção daquilo que aufere".

"A repressão é indispensável (...) mas medidas preventivas eficazes, além de serem praticamente gratuitas, são muito mais úteis do que as bombásticas leis anti-corrupção (...) esperamos que a bancada acolha e que o Governo seja consonante", adiantou.

O projecto (subscrito também pelos deputados do PS Afonso Candal e Mota Andrade) será hoje, quarta-feira, entregue à direcção da bancada socialista, a quem caberá agora a sua apreciação, "em consensualização com o Governo".

A medida poderá ser mais tarde alargada às pessoas colectivas, como adiantou o deputado do PS Victor Baptista. "Se a proposta avançar, outras se poderão concretizar, como a publicação dos rendimentos das pessoas colectivas, ao nível do IRC", disse.

Tornar público o rendimento bruto dos contribuintes é "um primeiro passo para terminar com o problema do sistema fiscal", afirmou.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Piratas da internet atacam Fisco


CM 01 Junho 2009 - 02h12
(2.278 ataques em 2008)

Os piratas informáticos atacam cada vez mais a rede da Administração Fiscal: só em 2008 foi registado, segundo a Direcção-Geral de Informática e Apoio aos Serviços Tributários e Aduaneiros (DGITA), um total de 2.278 ataques provenientes do exterior, um aumento de 72,4 por cento face às 1321 tentativas de acesso não-autorizado via internet ocorridas no ano anterior.

A pressão da pirataria informática é tão elevada que a DGITA efectuou mesmo duas análises de risco durante 2008, uma em Janeiro e outra em Novembro.