quinta-feira, 11 de junho de 2009

ALERTA: declarada pandemia de gripe A


in iOnline (por Agência Lusa, Publicado em 11 de Junho de 2009) - A Organização Mundial da Saúde declarou hoje o estado de pandemia devido à gripe A H1N1, tendo subido o nível de alerta pandémico para o mais elevado (seis) por existir “um risco aumentado e substancial de transmissão na população”.

Nesta fase, a estratégia passa pela “minimização do impacto, através da implementação de medidas de adequação da resposta dos serviços prestadores de cuidados de saúde e de medidas de saúde pública, no que respeita à triagem e atendimento dos doentes”, segundo o Plano de Contingência da Gripe da Direcção-Geral de Saúde (DGS).

Segundo a DGS, que segue orientações da Organização Mundial de Saúde (OMS), nesta fase deverão ser usado equipamentos de protecção individual, os doentes e os seus contactos deverão ser isolados e deverão ser tomadas medidas relacionadas com a administração adequada de medicamentos antivirais e da vacina.

As seis fases, estabelecidas em 2005 a propósito da gripe aviaria e actualizada em 2009, são definidas segundo critérios claros que implicam a resposta dos países face ao risco pandémico.

A passagem de um estado a outro é decidida por uma “Comissão de emergência do regulamento sanitário internacional”, uma instância composta por uma quinzena de especialistas internacionais convocados pela OMS.

- Fase 1: Não foram detectados novos subtipos do vírus da gripe em humanos.

- Fase 2: Não foram detectados novos subtipos do vírus da gripe em humanos. No entanto, existe um subtipo do vírus da gripe em circulação em animais que apresenta um elevado risco de infecção humana.

- Fase 3: Existe infecção humana com um novo subtipo do vírus mas não foi detectada transmissão pessoa-a-pessoa, ou, no máximo, houve situações de transmissão para contactos próximos.

- Fase 4: Existem um ou mais pequenos clusters/surtos com transmissão pessoa-a-pessoa limitada. No entanto, a disseminação do vírus é completamente localizada, indicando que o vírus ainda não está bem adaptado ao hospedeiro humano.

- Fase 5: Existem clusters/surtos de maiores dimensões mas a transmissão pessoa-a-pessoa ainda é localizada, indicando que o vírus está a adaptar-se gradualmente melhor ao hospedeiro humano mas ainda não atingiu um nível de transmissão considerado eficaz (substancial risco pandémico).

- Fase 6: A pandemia está instalada: existe um risco aumentado e substancial de transmissão na população em geral.

Manchester aceita vender Ronaldo


CM 11 Junho 2009 - 11h29 (Red Devils anunciam no seu site oficial) O Manchester United aceitou a proposta recorde de quase 94 milhões de euros do Real Madrid para adquirir o futebolista português Cristiano Ronaldo, que se tornará o jogador mais caro da história do futebol.

'O Manchester United recebeu uma oferta recorde de 80 milhões de libras (94 milhões de euros) do Real Madrid pelo Cristiano Ronaldo. A pedido do Cristiano - que voltou a expressar o desejo de sair - e depois de conversações com os seus representantes, o United concordou em permitir ao Real Madrid que negoceie com o jogador', pode ler-se no comunicado no site do Man.United.

Na nota aos adeptos do United é feita referência que o negócio deverá estar concluído até dia 30 de Junho.

A confirmar-se esta será a maior transferência da história do futebol, ultrapassando a de Ziinedine Zidane da Juventus para o Real e que na altura custou 76 milhões de euros, em 2001.

Caso se concretize o negócio, Cristiano Ronaldo pode render aos cofres do Sporting cerca de três milhões de euros correspondente à percentagem pela formação do atleta.

REACÇÕES

"Estou atónito com estas transferências milionárias", Michel Platini, presidente da UEFA

'Estou feliz pelo Cristiano Ronaldo, que vai entrar na história como o jogador mais caro', Deco jogador do Chelsea

'Com estes grandes jogadores vamos precisar de ser humildes o suficiente para correr dentro do campo e sermos uma equipa unida', Pepe jogador do Real Madrid

10 TRANSFERÊNCIAS MAIS CARAS DO FUTEBOL

1. Cristiano Ronaldo (Por), do Manchester United para o Real Madrid (2009): 93 milhões de euros

2. Zinedine Zidane (Fra), da Juventus para o Real Madrid (2001): 75 milhões de euros

3. Kaka (Bra), do AC Milan para o Real Madrid (2009): 65 milhões de euros

4. Luís Figo (Por), do Barcelona para o Real Madrid (2000): 61 milhões de euros.

5. Hernan Crespo (Arg), do Parma para a Lázio Roma (2000): 56 milhões de euros

6. Gaizka Mendieta (Esp), do Valência para a Lázio (2001): milhões de euros

7. Rio Ferdinand (Ing), do Leeds United para o Manchester United (2002): 47 milhões de euros

8. Andrei Shevchenko (Ucr), do AC Milan para o Chelsea (2006): 46 milhões de euros

9. Juan Seba

domingo, 7 de junho de 2009

Homem preso por alegada ameaça a Obama


[tradução livre] LAUGHLIN, Nev., June 7 (UPI) - Um homem de 36 anos, acusado de ter ameaçado matar o presidente Barack Obama, foi preso no parque de estacionamento de um Casino em Laughlin, Nevada, afirmam as autoridades.

Daniel James Murray foi preso na noite de Sexta-feira por comentários alegadamente emitidos no mês passado ao balcão do Zion First National Bank, em St. George, Utah, disse a Assistante do Procurador Geral, Barbara Bearnson.

Enquanto levantava 12 mil dólares em espécie, Murray terá alegadamante dito ao caixa, "estamos numa missão para matar o presidente dos Estados Unidos", como referem documentos do Tribunal Federal em Salt Lake City.

Mais tarde, Murray terá retornado ao banco, levantou mais 72 mil dólares e fechou a conta, concluiu Bearnson.

Murray, que não resistiu à prisão, tem oito armas registadas em seu nome e ligações em Nova Iorque, Texas, Utah, Nevada e California, relatava no Domingo o Las Vegas Sun.

Antigos vizinhos em Nova Iorque disseram que Murray costuma usar um boné (cape) enquanto passeia, o que lhe valeu a alcunha de "homem do boné" (Cape Man)", escreve o The Sun.

Europeias: Afluência às urnas às 12:00 era de 11,8%


Até ao meio-dia votaram hoje para as eleições europeias 11,8% da população. Nas anteriores eleições para o Parlamento Europeu, à mesma hora registava-se uma afluência de 14,2 por cento.
in Expresso (Lusa - 13:17 Domingo, 7 de Jun de 2009)

A afluência às urnas dos eleitores nacionais era às 12:00 de hoje de 11,8 por cento, segundo dados divulgados pela Direcção Geral da Administração Interna (DGAI).

Nas anteriores eleições para o Parlamento Europeu, realizadas a 13 de Junho de 2004, à mesma hora registava-se uma afluência de 14,2 por cento.

Nas europeias de 2004, votaram 38,8 por cento dos eleitores e a abstenção situou-se nos 61,2 por cento, mas a taxa mais elevada foi nas eleições de 1994, quando se atingiu 64,4 por cento.

Cerca de 9,6 milhões de eleitores portugueses podem votar hoje nas eleições europeias, mais 700 mil do que no último acto eleitoral realizado em Portugal, as eleições presidenciais de 2006.

Segundo a Direcção-Geral da Administração Interna, estão recenseados 9.667.024 portugueses. Nas eleições presidenciais de 2006 eram cerca de 8,9 milhões o número de eleitores.

As mesas de voto abriram às 08:00 no Continente e na Madeira, encerrando às 19:00.

Nos Açores, as urnas abrem e encerram uma hora mais tarde devido à diferença horária (menos uma hora do que em Lisboa).

Concorrem às eleições europeias 13 partidos: PS, PSD, CDU, BE, CDS-PP, MEP, MMS, PCTP-MRPP, MPT (em conjunto com o partido europeu Libertas), Partido Humanista, MPT, PNR e POUS.

Os portugueses votam hoje para eleger 22 deputados, menos dois que nas anteriores eleições realizadas em 2004.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

O Desafio perdurável de Tiananmen


Wang Dan foi um dos líderes estudantis nas manifestações em Tiananmen. Exilado nos Estados Unidos, ele aconselha o governo chinês a tomar quatro medidas para convencer o mundo de que é uma "potência responsável".
in Expresso(Wang Dan, Global Viewpoint Network/Exclusivo Expresso - 9:31 Quinta-feira, 4 de Jun de 2009)

Há duas décadas, em Maio de 1989, eu era um jovem estudante de história de 20 anos na Universidade de Pequim. Em 13 de Junho, o meu nome encabeçava uma lista dos líderes estudantis "mais procurados" do movimento pela democracia de Tiananmen. Fui preso e passei quase quatro anos na cadeia, fui novamente preso em 1995 e depois exilado para os Estados Unidos em 1998.

Acaba de ser divulgada uma autobiografia secreta de Zhao Ziyang, o secretário-geral do Partido Comunista que perdeu uma luta pelo poder contra os conservadores em 1989 e que morreu em prisão domiciliária. Nos seus escritos, Zhao revela a sua convicção de que as nossas exigências por uma reforma económica e de direitos humanos não só eram razoáveis como podiam ter acelerado a modernização da China.

Acreditei então e continuo a acreditar que as reformas que eu e os meus companheiros defendíamos constituem os desafios centrais que moldam hoje o destino da China.

Passaram vinte anos desde as históricas manifestações da Praça Tiananmen a favor da democracia e da liberdade de expressão e contra a corrupção. E durante este tempo, a China mudou substancialmente. As reformas económicas permitiram que milhões de chineses retirassem as suas famílias da miséria, e muita gente na China acha que a sua vida mudou para melhor.

Mas as causas centrais assumidas pela geração Tiananmen, tanto pelos estudantes como pelos cidadãos, continuam por resolver: corrupção, direitos dos trabalhadores, liberdade de expressão e reformas governamentais para responderem às necessidades dos 1,3 mil milhões de chineses.

Hoje na China a corrupção é endémica porque o Partido Comunista Chinês e a sua vasta rede de funcionários continuam acima da lei. Os trabalhadores continuam a ver os seus direitos violados, um problema que provavelmente aumentará à medida que a crise económica mundial afectar as fábricas, mandando para casa muitos milhões de trabalhadores que migraram das suas terras. A censura à liberdade de expressão imposta pelo governo chinês é uma preocupação central, quando o advento da Internet dá voz tanto a jovens como a críticos.

O crescimento económico da China não conduziu à liberdade, a uma imprensa livre ou à democracia. Pelo contrário, tal como aconteceu com Deng Xiaoping e Jiang Zemin antes dele, o Presidente Hu Jintao da China invocou o desenvolvimento económico para justificar a repressão das manifestações de Tiananmen e a manutenção do regime de partido único. Eivado de corrupção, o sistema beneficiou alguns privilegiados, com os secretários locais do partido a tornarem-se milionários de um dia para o outro e a usarem o seu poder político para acumularem grandes somas provenientes dos lucros das empresas estatais.

O momento de maior orgulho da história da China
As nossas manifestações na Primavera de 1989 tiveram eco entre a população chinesa. Em poucas semanas, manifestações joviais e pacíficas tiveram lugar nas principais cidades, envolvendo não apenas estudantes mas também operários fabris, académicos e até funcionários de jornais e estações de televisão controlados pelo Estado. Para mim, foi o momento de maior orgulho na longa história da China. Pela primeira vez na nossa vida, o povo ousava exercer o direito humano mais fundamental de todos: a liberdade de expressão.

Na noite de 3 de Junho, o exército entrou na Praça Tiananmen para a desocupar e a violência militar que se seguiu manchou de sangue mais uma página da história tumultuosa da China. Ainda hoje não sabemos quantas pessoas foram mortas naquela praça. O governo disse que só morreram soldados e alguns cidadãos, mas temos fotografias de centenas de manifestantes trucidados ao longo da Avenida Changan e de corpos jazendo nas morgues dos hospitais de Pequim.

Na última década, vi de longe a China reafirmar o seu papel no palco mundial. O crescimento económico é impressionante. No ano passado, os Jogos Olímpicos de Pequim deram à China o perfil mundial de legitimidade que os seus dirigentes tão claramente desejam. Mas o que dizer da censura aos meios de informação, que contribuiu para o número de vítimas do escândalo do leite contaminado? E a corrupção governamental, que levou a práticas de construção fraudulentas em Sichuan e consequências devastadoras no sismo do ano passado? Ou o fosso cada vez maior entre ricos e pobres?

Estes problemas, todos abordados pelos estudantes da Praça Tiananmen há 20 anos, continuam por resolver. O poder da China está limitado ao "yang" ou "hard power", o poder militar ou económico, ao passo que no século XXI o "yin" ou "soft power", baseado em princípios morais e direitos humanos, é igualmente importante.

O povo chinês anseia não só por benefícios económicos mas também por direitos humanos fundamentais. Um manifesto pro-democracia chamado Carta 08, divulgado online em Dezembro último, já reuniu milhares de assinaturas, apesar de todos os esforços das autoridades chinesas para impedirem a sua distribuição e punirem os seus autores. O eminente intelectual Liu Xiaobo, um dos subscritores da carta, foi detido em Dezembro e continua preso sem justificação legal. Liu, que passou quase dois anos na prisão depois das manifestações de Tiananmen, foi uma inspiração para nós em 1989 e continua a sê-lo hoje.

Por ocasião do 20º aniversário do massacre de Tiananmen, o governo chinês devia tomar quatro medidas, caso deseje convencer o mundo de que é uma "potência responsável". Primeiro, devia pagar indemnizações às mães de Tiananmen que perderam os filhos para sempre. Segundo, o governo devia permitir que eu e outros cidadãos chineses forçados ao exílio pudessem regressar à sua pátria. Terceiro, o governo devia libertar os restantes presos políticos que foram encarcerados por se manifestarem pacificamente na Praça Tiananmen e os presos mais recentes perseguidos pelas suas tentativas de encorajar uma reforma de direitos humanos. Finalmente, os dirigentes chineses deviam aproximar-se dos objectivos de longo prazo partilhados pelos estudantes de Tiananmen e os autores da Carta 08 - estabelecendo o Estado de direito, garantindo os direitos humanos fundamentais e pondo fim à corrupção.

Só então poderá a China começar a virar a trágica página de Tiananmen.

David Carradine (1936-2009)


in EXPRESSO (17:44 Quinta-feira, 4 de Jun de 2009)

A notícia já foi confirmada pelo porta-voz da embaixada norte-americana na Tailândia: David Carradine morreu na madrugada desta quarta-feira.

O seu corpo foi encontrado num luxuoso quarto de hotel em Banguecoque. Tudo aponta para a hipótese de suicídio por enforcamento, mas a realidade dos factos está ainda envolta em mistério.

É o fim do famoso Kwai Chang Caine, a personagem da série "Kung Fu" que imortalizou Carradine nos anos 1970. Filho de um actor culto e extraordinário (John Carradine, um dos preferidos de John Ford), apaixonado desde cedo por filosofias orientais e por fascínios shaolin, David Carradine deu os primeiros passos como actor na TV em séries que o tornariam popular no mundo inteiro como "Shane" e a já citada "Kung Fu".

No cinema, foi um sindicalista anarquista 'crucificado' por Scorsese em "Boxcar Bertha"; um Frankenstein do humor negro para Paul Bartel em "Death Race 2000"; um judeu americano confrontado com a escalada do nazismo segundo Ingmar Bergman em "O Ovo da Serpente."

Irreverente e inconformado, filmou com toda a Série-B americana, de Altman a Joe Dante, passando por John Carpenter, muitas vezes em filmes que não estavam à sua altura.

Em todos foi um actor de excelência e foi por isso que Tarantino se lembrou dele, em 2003, oferecendo-lhe o papel protagonista nas duas partes do seu "Kill Bill".

David era o mais velho e o mais dotado dos três irmãos do clã Carradine, todos actores. Foi nomeado para quatro Globos de Ouro. Interpretou para cima de 200 papéis no cinema e na TV e realizou três longas-metragens. Tinha 72 anos.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Piratas da internet atacam Fisco


CM 01 Junho 2009 - 02h12
(2.278 ataques em 2008)

Os piratas informáticos atacam cada vez mais a rede da Administração Fiscal: só em 2008 foi registado, segundo a Direcção-Geral de Informática e Apoio aos Serviços Tributários e Aduaneiros (DGITA), um total de 2.278 ataques provenientes do exterior, um aumento de 72,4 por cento face às 1321 tentativas de acesso não-autorizado via internet ocorridas no ano anterior.

A pressão da pirataria informática é tão elevada que a DGITA efectuou mesmo duas análises de risco durante 2008, uma em Janeiro e outra em Novembro.