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domingo, 7 de junho de 2009

Europeias: Afluência às urnas às 12:00 era de 11,8%


Até ao meio-dia votaram hoje para as eleições europeias 11,8% da população. Nas anteriores eleições para o Parlamento Europeu, à mesma hora registava-se uma afluência de 14,2 por cento.
in Expresso (Lusa - 13:17 Domingo, 7 de Jun de 2009)

A afluência às urnas dos eleitores nacionais era às 12:00 de hoje de 11,8 por cento, segundo dados divulgados pela Direcção Geral da Administração Interna (DGAI).

Nas anteriores eleições para o Parlamento Europeu, realizadas a 13 de Junho de 2004, à mesma hora registava-se uma afluência de 14,2 por cento.

Nas europeias de 2004, votaram 38,8 por cento dos eleitores e a abstenção situou-se nos 61,2 por cento, mas a taxa mais elevada foi nas eleições de 1994, quando se atingiu 64,4 por cento.

Cerca de 9,6 milhões de eleitores portugueses podem votar hoje nas eleições europeias, mais 700 mil do que no último acto eleitoral realizado em Portugal, as eleições presidenciais de 2006.

Segundo a Direcção-Geral da Administração Interna, estão recenseados 9.667.024 portugueses. Nas eleições presidenciais de 2006 eram cerca de 8,9 milhões o número de eleitores.

As mesas de voto abriram às 08:00 no Continente e na Madeira, encerrando às 19:00.

Nos Açores, as urnas abrem e encerram uma hora mais tarde devido à diferença horária (menos uma hora do que em Lisboa).

Concorrem às eleições europeias 13 partidos: PS, PSD, CDU, BE, CDS-PP, MEP, MMS, PCTP-MRPP, MPT (em conjunto com o partido europeu Libertas), Partido Humanista, MPT, PNR e POUS.

Os portugueses votam hoje para eleger 22 deputados, menos dois que nas anteriores eleições realizadas em 2004.

domingo, 31 de maio de 2009

Lixeira


CM 31 Maio 2009 - 09h00
Impressão Digital (Francisco Moita Flores, Professor universitário)

As últimas sondagens revelam um aumento de votos brancos nas urnas do próximo acto eleitoral para as eleições europeias. Não bastava já a grande abstenção que se espera como, agora, cerca de 20% dos eleitores estão disponíveis para ir votar em branco. Dizendo de outra forma, 20% dos eleitores prepara-se para dizer não gostamos de nenhum de vocês, enquanto o valor da abstenção apenas pode expressar um clamoroso queremos que vocês se lixem!

Quem está a assistir ao desenrolar da campanha eleitoral percebe estes dois blocos de votação. A campanha transformou-se numa verdadeira estrumeira. Vital Moreira grita a Rangel que ninguém o cala. Rangel berra para Vital que ninguém o amordaça. Jerónimo de Sousa, com o descaramento habitual, passa o tempo a dizer que os outros partidos têm medo do PCP. Como se um ou dois deputados que elegem fosse o fim do medo do neoliberalismo. O Bloco de Esquerda mandou as europeias às urtigas e a única preocupação é ultrapassar o PCP. E finalmente o CDS, que embora também vá metendo as mãos no lixo de vez em quando tem um rasgo de lucidez e lá vai falando da política agrícola comum. Quanto ao resto do debate, o resultado a meio da campanha é: sobre a Europa nada; quanto a insultos, grande abundância. Uma vergonha. Esta gente está deliberadamente a destruir o sistema democrata. Há barbáries e insultos, há crítica sem sentido.

Não se ouve uma única palavra sobre a revisão do actual quadro de referência estratégica, não se ouve uma única palavra sobre as consequências do Tratado de Lisboa, não se ouve uma única palavra sobre os destinos de Portugal e a sua posição estratégica nesta Europa cada vez mais alargada, não se ouve uma única palavra sobre o que farão as empresas e os trabalhadores portugueses com a deslocalização económica para o leste da União Europeia, não se ouve uma única palavra sobre despoluição e qualidade das águas, não se ouve uma única palavra sobre a competitividade da cidadania. Absolutamente nada. Insultos, enxovalhos, a discussão em torno da imundície que é o BPN, o populismo em torno de outros casos judiciais, um falso moralismo de fariseus políticos que nos dizem ser candidatos europeus e se comportam como adolescentes zangados porque não são os donos da bola. Uma verdadeira lixeira. Mais uma ferida que sangra nesta democracia enxovalhada. Que Deus lhes perdoe, que cada vez há menos eleitores capazes de o fazer.