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segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Vírus da gripe A dá sinais de resistência


in Correio da Manhã, 21 Setembro 2009 - 13h20 - Cristina Serra)

Alerta da Organização Mundial da Saúde - O vírus da gripe A (H1N1) ainda não sofreu, desde Abril, uma mutação para uma estirpe ainda mais mortífera mas já há alguns sinais que está a desenvolver resistência à vacina, alertou a directora-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), Margaret Chan.

As autoridades mundiais da saúde afirmam que estão a monitorizar de perto se o vírus está a modificar para uma forma mais virulenta e mortal. “Por enquanto, ainda não vimos essa situação”, declara Margaret Chan.

Segundo aquela responsável, os países não podem abrandar a vigilância ao vírus porque uma “mutação pode ocorrer a qualquer momento”.

A vacina contra a gripe A está a ser desenvolvida, em todo o mundo, por cerca de 25 laboratórios farmacêuticos que, gradualmente, deverão fazer sair as suas produções.

Segundo a OMS, o vírus da gripe A (H1N1) já matou 3486 pessoas em todo o mundo até ao dia 13 de Agosto. A América do Sul e do Norte são as regiões do globo com maior número de mortes.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

ALERTA: declarada pandemia de gripe A


in iOnline (por Agência Lusa, Publicado em 11 de Junho de 2009) - A Organização Mundial da Saúde declarou hoje o estado de pandemia devido à gripe A H1N1, tendo subido o nível de alerta pandémico para o mais elevado (seis) por existir “um risco aumentado e substancial de transmissão na população”.

Nesta fase, a estratégia passa pela “minimização do impacto, através da implementação de medidas de adequação da resposta dos serviços prestadores de cuidados de saúde e de medidas de saúde pública, no que respeita à triagem e atendimento dos doentes”, segundo o Plano de Contingência da Gripe da Direcção-Geral de Saúde (DGS).

Segundo a DGS, que segue orientações da Organização Mundial de Saúde (OMS), nesta fase deverão ser usado equipamentos de protecção individual, os doentes e os seus contactos deverão ser isolados e deverão ser tomadas medidas relacionadas com a administração adequada de medicamentos antivirais e da vacina.

As seis fases, estabelecidas em 2005 a propósito da gripe aviaria e actualizada em 2009, são definidas segundo critérios claros que implicam a resposta dos países face ao risco pandémico.

A passagem de um estado a outro é decidida por uma “Comissão de emergência do regulamento sanitário internacional”, uma instância composta por uma quinzena de especialistas internacionais convocados pela OMS.

- Fase 1: Não foram detectados novos subtipos do vírus da gripe em humanos.

- Fase 2: Não foram detectados novos subtipos do vírus da gripe em humanos. No entanto, existe um subtipo do vírus da gripe em circulação em animais que apresenta um elevado risco de infecção humana.

- Fase 3: Existe infecção humana com um novo subtipo do vírus mas não foi detectada transmissão pessoa-a-pessoa, ou, no máximo, houve situações de transmissão para contactos próximos.

- Fase 4: Existem um ou mais pequenos clusters/surtos com transmissão pessoa-a-pessoa limitada. No entanto, a disseminação do vírus é completamente localizada, indicando que o vírus ainda não está bem adaptado ao hospedeiro humano.

- Fase 5: Existem clusters/surtos de maiores dimensões mas a transmissão pessoa-a-pessoa ainda é localizada, indicando que o vírus está a adaptar-se gradualmente melhor ao hospedeiro humano mas ainda não atingiu um nível de transmissão considerado eficaz (substancial risco pandémico).

- Fase 6: A pandemia está instalada: existe um risco aumentado e substancial de transmissão na população em geral.