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sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Crise orçamental: Mais medidas já, novo aumento de impostos em 2011

Governo admite que são incontornáveis mais medidas do lado da receita em 2011. Corte nas deduções dado como inevitável. Carga fiscal vai subir.
in DN Online (por Eva Cabral, 2010.09.24)

O ministro de Estado e das Finanças assegurou ontem, no Parlamento, que Portugal não pode falhar a meta de redução do défice para 2010 - que é de 7,3 % do PIB - e assegurou que "em devido tempo anunciará as medidas adicionais necessárias".

Teixeira dos Santos assumiu que existem factores de risco e apesar "de considerar que a despesa está controlada" refere "que não pode esperar passivamente pelos resultados". Porém, apesar de todas as perguntas das várias bancadas da oposição, o titular das Finanças recusou explicitar as medidas concretas. Apesar de deixar claro que as medidas do chamado pacote de austeridade (PEC II) "estarem a surtir efeito, não é possível atingir o objectivo orçamental sem melhoria da receita, sem receita adicional".

Heloísa Apolónia, do PEV, foi a mais incisiva na pergunta sobre que medidas estão a ser equacionadas para este ano, mas não teve qualquer resposta concreta. "No momento próprio, aquelas decisões que tiverem de ser partilhadas com o Parlamento virão aqui ao Parlamento", disse.

Incógnita: 2011

Igualmente sem resposta ficaram as questões sobre eventuais aumentos de impostos em 2011. Teixeira dos Santos deixou claro que terá mesmo de recorrer a novo aumento de receita e desafiou: "O PSD diz que não quer aumentar impostos. (...) Reduzir o défice de 7,3% para 4,6% no próximo ano representa uma redução de 4,5 mil milhões de euros e eu pergunto ao PSD, digam onde é que podemos cortar 4,5 mil milhões de euros na despesa do Estado para atingir esse objectivo."

O que ficou por explicar é se o aumento de receitas de que falou Teixeira dos Santos é, "apenas", o falado corte nas deduções. Miguel Macedo, líder parlamentar do PSD, pareceu indicar que não, dizendo que Passos Coelho recusou "a conversa com o primeiro-ministro porque não aceita, como condições para viabilizar o Orçamento, o aumento de impostos e rachar ao meio a questão das deduções fiscais" - duas condições e não uma só.

Mais tarde, em entrevista à RTP, foi Silva Pereira a dar outro sinal quando apresentou a fórmula do OE 2011: corte na despesa, redução da despesa fiscal (ou seja, redução dos benefícios em saúde e educação) e "um contributo da receita" - leia-se, medidas ao nível fiscal. Se e quais, ninguém do Governo disse.

O que Teixeira dos Santos disse, pela primeira vez, é que vai mesmo cortar o número de organismos do Estado - seguindo uma exigência dos partidos à direita. Será um contributo na despesa.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Risco (act.): Moody's corta 'rating' de Portugal em dois níveis

Teixeira dos Santos diz que o 'downgrade' já era esperado pelo mercado.
in Diário Económico (Mónica Silvares - 13/07/10 08:32)

A agência Moody's cortou o ‘rating’ de Portugal para 'A1' devido ao aumento da dívida e às perspectivas de baixo crescimento.

A Moody's reviu em baixa o ‘rating' da República portuguesa em dois níveis para A1 não só devido à trajectória ascendente da dívida pública, mas também às fracas perspectivas de crescimento. Portugal, que estava com um outlook negativo desde Outubro de 2009 e que tinha o ‘rating' sob análise para possível revisão em baixa desde 5 de Maio, fica agora com uma nota A1 e um outlook estável.

A Moody's justifica a sua decisão "porque a força financeira do Governo português vai continuar a enfraquecer no médio prazo, uma prova da contínua degradação da dívida pública nacional não só em percentagem do PIB, mas também face às receitas". Mas também porque "as perspectivas de crescimento da economia portuguesa deverão permanecer verdadeiramente fracas a não ser que as recentes reformas estruturais dêem resultado no médio e longo prazo".

Anthony Thomas, o analista que segue a economia nacional, afirma que "a dívida face ao PIB e o rácio da dívida face às receitas aumentaram rapidamente ao longo dos últimos dois anos devido às medidas anti-crise apresentadas pelo Governo".

A agência de notação financeira considera que a trajectória da dívida continuará a degradar-se pelo "menos durante mais dois ou três anos". A dívida pública em percentagem do PIB deverá atingir os 90% - um valor muito superior aos 60% sugeridos pelo Pacto de Estabilidade e Crescimento - e o rácio da dívida face às recitas será de 210%.

"A Moody's continua preocupada com o potencial de crescimento da economia no médio e longo prazo", diz Anthony Thomas. O também vice-presidente da agência de ‘rating' diz que "ainda não é claro se as reformas vão impulsionar o crescimento de forma suficiente para permitir que a deterioração da dívida eventualmente se inverta, especialmente tendo em conta que as reformas do mercado de trabalho são relativamente recentes". "Isto implicaria", acrescenta o analista, "que o Governo permanecerá, de alguma forma, altamente endividado num futuro próximo".

sexta-feira, 19 de junho de 2009

BPN está falido desde a nacionalização


EXPRESSO (TEXTO: Isabel Vicente/FOTO: Alberto Frias) 19:24 Quinta-feira, 18 de Jun de 2009 - Teixeira dos Santos garantiu que não haverá indemnização para qualquer accionista

23h43 - Não indica que não houve colaboração entre MP e BdP

Teixeira dos Santos volta a defender o governador do Banco de Portugal ao dizer que as questões colocadas pela Procuradoria Geral da República sobre o Banco Insular, "não indicia necessariamente que o Banco Insular tem uma relação com o BPN. Não se pode retirar daí essa ilação". Adiantando que oBdP saberia da existência do Banco Insular, pelo menos quando se realizou a venda da Fincor ao grupo BPN, respondeu o ministro á questão colocada pelo deputado do PSD, Hugo Veloza. Aliás adverte. "se o processo estava na PGR estava na sede própria", ou seja onde devia estar tratando-se de um eventual crime ou fraude relacionada com o Insular.

23h25 - Os trabalhos recomeçaram com as questões do deputado do PS, Ricardo Rodrigues.

23h30 - PS alegou defender a nacionalização

O deputado do PS, Ricardo Rodrigues defendeu a nacionalização do BPN e apenas perguntou ao ministro que consequências teria o facto do Estado entrar no capital do BPN ao abrigo do plano Cadilhe.

Teixeira dos Santos referiu o que já havia dito que a entrada do capital por parte do Estado no BPN não seria apenas de 600 milhões e que esta decisão implicaria a prazo mais entradas de capital num montante superior ao dobro daquele valor. Referiu ainda que aquela decisão não implicaria uma gestão de controlo por parte do Estado e portanto teria de ser partilhada com o conjunto de accionistas detentores do banco.

23h08 -Intervalo: Os trabalhos começam dentro de cinco minutos.

23h01 - Banco Efisa está em processo de alienação

Questionado sobre qual a razão de Abdool Vakil permanecer na instituição a que perside o Banco Efisa, Teixeira dos Santos inibiu-se de fazer qualquer comentário confirmando apenas que o Efisa está em processo de alienação, como aliás já tinha dito o presidente do BPN, Francisco Bandeira quando apresentou os resultados do banco nacionalizado.

22h45 - Accionistas da SLN só vendiam grupo e cada acção valeria 1,16 euros

Teixeira dos Santos afirma que a venda do BPN ao banco público antes da nacionalização do BPN "não foi falta de empenhamento da CGD mas falta de vontade da outra parte".

E adianta que "a CGD enviou a 23 de Outubro uma carta à administração do grupo BPN propondo-lhe a sua compra", mas Miguel Cadilhe respondeu na altura dizendo que "aguardava a resposta do Estado ao plano que havia apresentado".

Segundo o ministro os accionistas da SLN teriam feito chegar uma carta dizendo que as acções da SLN, que controlava o banco valiam 1,16 euros e implicava a venda do grupo e não apenas do BPN. Além de que a venda implicaria a compra das acções existentes e a subscrição do aumento de capital que estava em curso e apenas a primeira tranche do mesmo tinha sido realizada (80 milhões), faltando ainda 200 milhões de euros.

22h30 - BPN está mandatado para agir judicionalmente

"Não vamos baixar os braços", para recuperar perdas e travar operações que possam ser lesivas, afirmou o ministro quanto ao esforço que está ser feito para recuperar dívidas. A questão colocada por João Semedo, referia-se à postura aparentemente impávida e serena do Estado quanto à venda de activos da SLN, grupo que controlava o BPN e cujas empresas se encontram entre os principais devedores do banco.

O ministro afirma mesmo já ter dado ordens à administração do BPN para accionar todos os mecanismos que defendem dentro do quadro legal, inclusive acções judiciais para travar negócios que possam prejudicar a recuperação das dívidas.

22h12 - "Não é possível conceber um sistema que impeça fraudes e crimes"

"Tenho consciência de que o que se passou no BPN índice actos de natureza criminal e que foram deliberadamente escondidos e escondidos com sucesso. Não é possível conceber um sistema que impeça este tipo de crimes", respondeu Teixeira dos Santos sobre se é possível reformar a supervisão em Portugal. O ministro adiantou que por vezes as regras nem sempre são cumpridas. E exemplificou: "Eu sou um óptimo condutor mas não quer dizer que numa ou noutra situação não possa pisar um traço contínuo".

Ainda a uma questão colocada por João Semedo do BE sobre se já tinha lido os relatórios de inspecção do BdP e se perante tantos indicios mal explicados e relações com diversas "offshores", o BdP podia ter ido mais longe, Teixeira dos Santos afirma que uma das "fragilidades do nosso sistema de supervisão tem a ver com a identificação de situações muitas vezes dificeis de chegar, como por exemplo saber quem é o detentor ou beneficiário último das "offshores".

Estive cinco anos na CMVM e todas as quintas-feiras tinha contra-ordenações e aplicava coimas todas as semanas, por isso não me surpreende que o BdP tivesse feito o mesmo, agora a concepção de uma fraude com intuito de enganar e esconder, é muito difícil de descobrir.

21h40 - "Está mais interessado em condenar o supervisor do que os infractores"

Teixeira dos Santos, afirma que Nuno Melo, pelas considerações que teceu revela desconhecer o que são irregularidades e riscos e a sua diferença face ao que são fraudes e crimes.

"O sr. deputado está mais interessado em condenar o Banco de Portugal do que os infractores. Nunca o vi aqui condenar os infractores".

E adianta que existem padrões de supervisão e que estes cuidam da estabilidade financeira das instituições, não de fraudes e crimes. O ministro diz ainda que o parecer do BdP foi necessário e "não era preciso estudos", o problema do BPN era conseguir obter liquidez, nada mais.

21h51 - Falência seria desastrosa

Teixeira dos Santos afirma que "foi o problema de liquidez que esteve na base da nacionalização, porque o custo da sua falência acarretaria custos enomes", respondendo a Nuno Melo.

21h18 - Não há sistemas de supervisão perfeitos

"O BdP por tudo quanto disse não andou a dormir", afirma o ministro das Finanças Teixeira dos Santos, quando confrontado pelo deputado Nuno Melo quanto ao facto do supervisor ter de 2002 a 2008 deixado o grupo BPN/SLN persistir em erros grassos, como faltas de informação relativas a dossiês de crédito, processos de créditos sem quaiquer garantias, a não separação das áreas financeira e não financeira, entre outras questões que indiciavam irregularidades e falsidades, e o BdP nada ter feito.

"Face a tudo acha que o BdP actuou bem?", questiona Melo. Tanto mais que "nem mandou fazer auditorias, deixando perpetuar tantas situações?".

Teixeira dos Santos afirma que as declarações do deputado "colocam em questão a idoneidade dos colaboradores do BdP e a uma instituição prestigiante". E vai mais longe dizendo que "noto a sua emoção e até mesmo a exaltação quando fala do sr. Governador, e acho que ainda não percebeu que diante de si está o ministro das Finanças e não o governador". Teixeira dos Santos admite mesmo perceber a perseguição de Nuno Melo a Vitor Constâncio mas "não o deve fazer" porque coloca toda a estrutura em questão. "Tudo quanto disse o que a mim me prova é que o BdP não andou a dormir", aplicou recomendações e obrigou a instituição a fazer aumentos de capitais e outras correcções.

20h56 - "Não me parece que houve falha na supervisão. O BPN é um caso de polícia e como diz o ditado popular o enganado é sempre o último a saber", disse Teixeira dos Santos.


20h35 - Até agora o estado não suportou nem um euro

"Até agora o Estado não suportou nada. Nem um euro", afirmou Teixeira dos Santos quanto ao custo que a nacionalização do BPN já custou ao Estado, a uma pergunta de Nuno Melo, deputado do CDS-PP. O ministro referiu ainda que "a CGD o que está a fazer é injectar liquidez e já injectou 2,5 mil milhões", isso são operações bancárias normais que nada têm de especial.

20h29 - Teixeira dos Santos dá ordem de venda do BPN

O ministro das Finanças informou os deputados de que a semana passada já tinha dado ordens ao conselho de administração do BPN para começar a negociar a aleinação do banco.

Teixeira dos Santos respondia a uma exigência que o PCP fez relativamente ao facto do o parlamento dever ser informado sobre o futuro do BPN, interrogando o ministro sobre "quando é que a Assembleia da República vai poder saber quais são os planos para o banco de forma a que possa sobre isso pronunciar-se".

O ministro fez questão de saber que não tinha de pedir ao parlamento qualquer parecer sobre o futuro do BPN, até porque já tinha dado ordens para o a instituição fosse alienada.

20h20 - Nacionalização do grupo era ainda mais problemática

Quanto ao perímetro de consolidação, Teixeira dos Santos, diz entender que os administradores do BPN e da SLN, Carvalho das Neves e Franquelim Alves, como partes interessadas, gostariam que o grupo fosse nacionalizado como um todo, mas o objectivo era impedir uma crise que iria suscitar uma corrida aos depósitos noutros bancos, adverte o ministro. "temos que perceber o objectivo da nacionalização e este era assegurar os depósitos e injectar liquidez que faltava. O objectivo foi evitar o risco sistémico e proteger os clientes. A nacionalização do banco era a medida ajustada".

A nacionalização do grupo iria constituir para o estado um problema maior do que o que temos com o banco, respondeu Teixeira dos Santos às questões colocadas por Honório Novo.

20h05 - Plano de Cadilhe implicava mais dinheiro a prazo

Teixeira dos Santos explica ao deputado comunista, Honório Novo que a solução mais ajustada foi a nacionalização do BPN e que o Plano Cadilhe iria implicar injectar no banco muito mais do que os 600 milhões de euros inicialmente propostos. Referiu ainda que a nacionalização não poderia abranger o grupo todo, porque isso iria trazer um problema maior do que aquele que o Estado hoje tem.

"O plano Cadilhe foi apresentado em Outubro pelo presidente do grupo Miguel Cadilhe ao Tesouro e este pediu ao BdP um parecer" esclarece Teixeira dos Santos. E adiantou que este não era complexo "eu próprio também me sinto capaz de fazer tecnicamente uma avaliação, porque o plano não exigia estudos complexos", pelo que explica "houve sim uma análise e este plano tinha várias limitações que justificaram a sua recusa".

Teixeira dos Santos referiu que "por um lado o envolvimento significativo do Estado que envolveria 600 milhões de euros, não contemplava ainda a totalidade do valor das imparidades, o qual ainda era maioritariamente desconhecido, como veio a verificar-se".

Esse valor pedido mais do que duplicou ficando como já referido em mais de 1,5 mil milhões. Por outro lado, a entrada no capital previa uma taxa de remuneração de 5,2% o que é bastante inferior ás taxas practicadas neste tipo de entrada de capital pelo que seria chumbado por Bruxelas, esclareceu.

19h56 - Deloite desmente buraco avançado por Constâncio

Honório Novo afirma que as conclusões do Relatório da Deloitte desmentem os números descritos por Vítor Constâncio quando este afirmou que o buraco no BPN rondava os 900 milhões, ou sdeja menos de mil milhões de euros.

Mas afirnal não é assim explica Honório porque "os capitais próiprios negativos rondavam á data da nacionalização os 1,8 mil milhões de euros e a situação patrimonial e financeira do BPN oscilava entre os 1,9 mil milhões e os 2,2 mil milhões negativos.

O resultado levado a cabo por duas entidades independentes na avaliação do BPN e das empresas a este ligado é praticamente coincidente e como tal isso reflecte bem que "não há manipulação de valores", esclarece o ministro Teixeira dos Santos, quando confrontado com as dúvidas de Honório Novo transcritas pelas auditoras relativamente a algumas avaliações feitas nos seus relatórios.

Honório queixa-se que as avaliações chegaram à comissão dia 15 de Junho, enquanto ouvíamos o governador do BdP, Vitor Constâncio.

O ministro explica que provavelmente o governador do BdP se referia aos resultados do final de 2007 e quanto a este as contas foram corrigidas.

19h30 - Teixeira dos Santos descarta-se de responder a questões relativas ao período em que esteve na CMVM

O Ministro das Finanças remete para a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) a problemática sobre algumas actividades desenvolvidas pelo BPN quanto ao facto de saber se o BPN estava registado e autorizado para realizar determinadas operações.

Honório Novo questionou ainda o ministro sobre se houve troca de informações entre o BdP e a CMVM quanto a esta questão, tendo Teixeira dos Santos remetido esta questão também para a CMVM, apesar de ter sido na altura presidente deste orgão de reguilação dos mercados. E afirma "estou aqui como ministro das Finanças e não como presidente da CMVM", justificando não querer responder porque teria de socorrer-se da memória e esses exercício pode não ser rigoroso. Além do mais adianta "há registos na CMVM que podem confirmar o que pergunta".

19h27 - Honório pede explicações sobre créditos concedidos à Visabeira pelo BPN

Honório pede explicações sobre crédito a Visabeira por parte do BPN. O deputado quer saber se o crédito foi concedido antes ou depois da nacionalização, já durante a administração de Francisco Bandeira, presidente do BPN, e vice-presidente da CGD.

19h25 - Nuno Melo entrega ofícios

O CDS-PP vai juntar vários documentos à comissão para que esta os possa ter em conta no Relatório Final. Entre os documentos está o relatório de Inspecção do BdP ao BPN em 2005, a auditoria interna ao BPN Cayman, 2006, o documento Estado da Nação e odo BdP sobre a proposta da Sociedade Lusa de Negócios, dona do BPN até Novembro de 2008.

19h20 - Já o deputado do PS, Ricardo Rodrigues tem um entendimento diferente e diz mesmo que no relatório final o PS vai tirar conclusões sob a forma como muitas pessoas prestaram depoimentos invocando o segredo de justiça e a comissão aceitou, não tendo feito o mesmo quanto à invocação que foi feita pelo governador do BdP. Quanto ao governador os deputados da oposição, afirma Ricardo Rodrigues, entendem que a invocação do segredo profissional "foi abusiva".

19h15 - João Semedo do BE manifestou também o seu desagrado sobre a forma como Vítor Constâncio se referiu à comissão e à forma como decorreram os trabalhos.

19h12 - O deputado do PCP, Honório Novo não entende porque é que o primeiro ministro não se choca com o facto de o BdP não ter colaborado com os trabalhos da comissão, ao não enviar documentação necessária aos trabalhos que esta pretende finalizar quanto à supervisão feita no BPN. "Não aceitamos que o primeiro ministro tente minimizar os trabalhos da comissão".

19h10 - Nuno Melo diz que é o parlamento que fiscaliza o governo e não o governo que fiscaliza o parlamento. O deputado do CDS-PP, adverte que na altura em que o deputado europeu Vital

19h07 - Hugo Velosa protesta contra declarações de Sócrates a respeito da comissão

O deputado do PSD, Hugo Veloza acha inaceitável as declarações do primeiro-ministro, José Sócrates, face aos trabalhos da comissão quando disse na SIC que houve um tratamento menos próprio por parte dos deputados relativamente ao governador do Banco de Portugal e outros responsáveis que passaram pela comissão que foram recebidos de forma mais afável.

19h03 - Declarações de Sócrates sobre comissão geram protesto

Maria de Belém, presidente da comissão parlamentar de inquérito, em resposta a José Sócrates sobre os excessos na comissão de inquérito diz que cada deputado adopta o estilo que entende, mas há sempre uma postura institucional que devemos ter.

"Tive várias vezes de ponderar o que era mais adequado", disse Maria de Belém, afirmando, ainda, que "conduzi trabalhos em função da minha avaliação pessoal, que me responsabiliza a mim e que condiz melhor com o papel da assembleia da república".

19 horas - Teixeira dos Santos acaba de chegar à comissão parlamentar de inquérito

Deputados manifestam-se contra declarações de Sócrates sobre trabalhos da comissão acusando esta de dar tratamento diferente a quem entendia consoante os motivos que os moviam.