segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Vírus da gripe A dá sinais de resistência


in Correio da Manhã, 21 Setembro 2009 - 13h20 - Cristina Serra)

Alerta da Organização Mundial da Saúde - O vírus da gripe A (H1N1) ainda não sofreu, desde Abril, uma mutação para uma estirpe ainda mais mortífera mas já há alguns sinais que está a desenvolver resistência à vacina, alertou a directora-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), Margaret Chan.

As autoridades mundiais da saúde afirmam que estão a monitorizar de perto se o vírus está a modificar para uma forma mais virulenta e mortal. “Por enquanto, ainda não vimos essa situação”, declara Margaret Chan.

Segundo aquela responsável, os países não podem abrandar a vigilância ao vírus porque uma “mutação pode ocorrer a qualquer momento”.

A vacina contra a gripe A está a ser desenvolvida, em todo o mundo, por cerca de 25 laboratórios farmacêuticos que, gradualmente, deverão fazer sair as suas produções.

Segundo a OMS, o vírus da gripe A (H1N1) já matou 3486 pessoas em todo o mundo até ao dia 13 de Agosto. A América do Sul e do Norte são as regiões do globo com maior número de mortes.

domingo, 9 de agosto de 2009

Raul Solnado, a vida não se perdeu*


(RIP) Um dos mais célebres representantes da velha geração de humoristas portugueses

in Público (08.08.2009 - 17h54 Alexandra Prado Coelho; Notícia actualizada às 18h40)

Raul Solnado, que morreu esta manhã, deixou gravado um último trabalho para a televisão: "As Divinas Comédias", uma série de quatro programas produzida pelas Produções Fictícias e pela Até ao Fim do Mundo, para a RTP 1, apresentada por Bruno Nogueira e Raul Solnado – a mais jovem e a mais antiga gerações do humor em Portugal. O primeiro irá já hoje para o ar, logo a seguir ao Telejornal.

Seria uma história do humor em Portugal contada por um dos seus principais protagonistas. Nascido em Lisboa em 1929, Solnado começou a carreira como actor no teatro amador, na Sociedade Guilherme Cossul, em 1947. Numa entrevista a Duarte Mexia, na "Pública", em 2002, conta como tentou ainda trabalhar na loja de móveis do pai, em frente à penitenciária – "não sabia o que queria ser na vida, sabia que queria ser actor, mas era uma coisa muito vaga". Mas já nessa altura aproveitava todas as oportunidades para ir ver os espectáculos dos seus ídolos, Vasco Santana, João Villaret, António Silva, Laura Alves.

Quando começou a fazer teatro amador todas as dúvidas desapareceram, e acabou por comunicar ao pai: "olhe pai, vou para o teatro". Foi. Em 53 estreou-se na revista com "Viva o Luxo", no Monumental. E no final da década no cinema com os filmes "Sangue Toureiro" e "O Tarzan do Quinto Esquerdo".

Conta, na mesma entrevista, que no princípio do seu trabalho na revista dizia "pouco mais do que meia dúzia de frases", e que foi o actor António Silva, que "era muitíssimo tímido", que lhe começou a achar piada e a puxar por ele. Mas o grande sucesso surgiu em 1961, com as rábulas e, sobretudo, com "A Guerra de 1908", um texto espanhol adaptado para português por Solnado. A história de um soldado que vai "bater à porta da guerra", editado em disco em 1962, torna-se um "best-seller".

Foi, recordava Solnado, "um grande salto, ‘o pulo do gato’", e, subitamente, uma popularidade "asfixiante" – tão asfixiante que o humorista teve que ir para o Brasil para poder respirar. "Eu ligava o rádio e lá estava eu a contar histórias. As pessoas convidavam-me para jantar e lá estava o disco, para eu ouvir. Sentia-me perseguido por mim mesmo".

O sucesso não se devia apenas ao facto de ser um texto “fabuloso”. Portugal estava em plena guerra colonial e, mesmo falando sobre outra guerra, "o texto foi como um grito", e Solnado achava estranho que a censura na época o tivesse deixado passar. "Os militares nos combates que tinham diziam as minhas frases, era como uma libertação". Havia nesta história de uma guerra que fechava à hora marcada um lado de "nonsense" "que em Portugal nunca se tinha ouvido". A popularidade foi tal que Solnado brincava dizendo que era “uma vítima da guerra".

O ano de 62 continuou a correr bem. Venceu o Prémio de Imprensa para melhor actor de cinema. Em 63 o sucesso continuou com o espectáculo Vamos contar Mentiras, com Florbela Queirós e Armando Cortês. O público era exigente. Mais do que exigente: "Quando a peça acabava exigiam que eu contasse mais histórias. [...] Um dia não contei, estava cansado ou doente, já não sei, e apedrejaram-me a carrinha. Foi horrível".

Na ressaca do sucesso da "guerra", Solnado regressou ao Brasil – onde tinha tido uma experiência falhada em 1958 – e desta vez as coisas correm muito melhor. "Entrei pela porta grande".

Em 1964 o actor e humorista tornou-se empresário, fundando o Teatro Villaret – na peça de estreia, em 1965, "O Impostor-Geral" foi o protagonista. Passou a fazer tudo como queria – “escolhia desde o tecido, a cor da tinta para escrever a peça, como se traduz, até à forma como se fazia a publicidade do lançamento” – mas pagou um preço, com os credores a baterem-lhe à porta.

Os textos humorísticos continuavam a ser editados em disco: Chamada para Washigton (em 1966), Cabeleireiro de Senhoras (68), e no início de 69 a compilação O Irresistível Raul Solnado.

É então que surge o segundo momento marcante da carreira: o programa Zip-Zip, gravado no Teatro Villaret, apresentado por Solnado, Fialho Gouveia e Carlos Cruz, muda a televisão em Portugal. Dura apenas sete meses, mas, em plena primavera marcelista, é uma “pedrada no charco”. “Pela primeira vez um programa de televisão marcava a agenda das conversas dos portugueses”, recordava Adelino Gomes no Público em 2002.

O primeiro Zip-Zip foi gravado num sábado, 24 de Maio "perante uma plateia de amigos e curiosos que compraram um bilhete de entrada por dez escudos". A crítica não poupou os elogios, e os autores recebem agradecimentos de pessoas na rua. Intelectuais, escritores, artistas, figuras que nunca tinham tido oportunidade de falar na televisão, passaram pelo palco do Villaret naqueles sete meses que durou o programa cujo nome foi inventado por Solnado durante uma viagem ao Porto – um nome que era bom "precisamente porque não queria dizer nada". E se na primeira gravação foi preciso convidar pessoas para assistir, nos seguintes os bilhetes esgotavam-se com enorme antecedência. E as ruas de Lisboa ficavam vazias às segundas-feiras à noite.

O sucesso televisivo volta a repetir-se (embora com um impacto diferente, porque por essa altura Portugal já tinha mudado) em 1977 com o programa A Visita da Cornélia, em que a interlocutora de Solnado era a vaca Cornélia.

Solnado continua a fazer teatro – "Há Petróleo no Beato" (1981) é um imenso sucesso – ao mesmo tempo que mantém presença na televisão. Novamente com os amigos Fialho Gouveia e Carlos Cruz apresenta o programa O Resto São Cantigas, em que se recordam músicos da época áurea da música ligeira portuguesa, e mais tarde apresenta o concurso Faz de Conta. É protagonista da "sitcom" "Lá Em Casa Tudo Bem", mas é no filme "A Balada da Praia dos Cães" (1987), de José Fonseca e Costa, que revela o seu extraordinário talento como actor dramático.

Em 1991 publica a sua biografia, "A Vida Não Se Perdeu", escrita por Leonor Xavier (que foi sua mulher durante 15 anos). Em 93 participa, ao lado de Eunice Muñoz na telenovela "A Banqueira do Povo" e continua a fazer teatro – nomeadamente a peça "O Magnífico Reitor" (2001), de Freitas do Amaral.

Numa homenagem, em 2002, no Festival Internacional de Humor de Lisboa, no Tivoli, Carlos Cruz agradeceu ao amigo. "Não temos o direito de lhe exigir nada porque ele nos deu tudo", disse. "Cinquenta anos, Raul, não é nada. É o teu princípio". Seis anos depois, a nova geração do humor em Portugal ainda teve a ajuda dele para a ajudar a contar a história.

* título da biografia do actor e humorista escrita por Leonor Xavier e publicada em 1991

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Novo director suspendeu programa para prender ou matar membros da Al-Qaida


in TSF 13 JUL 2009 - 09:24
A CIA tinha um programa secreto para capturar ou matar membros da rede terrorista Al-Qaida que foi interrompido com a chegada do actual director da agência, Leon Panetta, noticia esta segunda-feira o diário The Wall Street Journal.

A informação surge poucas horas depois de a presidente da Comissão de Inteligência (serviços secretos) do Senado ter confirmado que o ex-vice-presidente dos Estados Unidos, Dick Cheney, proibiu a CIA de informar o Congresso sobre um plano antiterrorista criado depois dos atentados de 11 de Setembro de 2001.

O jornal, que cita vários antigos membros dos serviços secretos, garante que a natureza concreta do programa não é clara e que a CIA se recusou a comentar este assunto.

Refere no entanto que o programa, ainda não completamente operacional quando Panetta tomou posse, contava já com fundos para o planeamento e provavelmente para o treino de agentes para a missão, segundo responsáveis tanto do Governo norte-americano actual como do anterior.

O diário precisa que, em 2001, a CIA tinha já analisado a possibilidade de realizar assassínios selectivos de líderes da Al-Qaida mas abandonara-a seis meses depois.

A presidente da Comissão de Inteligência do Senado, a democrata Dianne Feinstein, confirmou no domingo que Cheney proibiu a CIA de dar informações sobre o plano antiterrorista criado depois do 11 de Setembro, como noticiara na véspera o diário The New Tork Times.

Para Feinstein, a decisão de ocultar o programa "é um grande problema" porque «se afastou da lei».

A Lei de Segurança Nacional de 1947 obriga o Governo dos Estados Unidos a manter «totalmente informadas» as comissões de inteligência do Congresso sobre as actividades dos serviços secretos.

Todavia, a disposição não é clara por referir que a divulgação dessa informação deve «ter em conta a prevenção da divulgação não autorizada de informação classificada».

Feinstein e outro pequeno grupo de legisladores souberam do programa a 24 de Junho, durante uma reunião com Leon Panetta, que por sua vez terá sabido da sua existência um dia antes e o suspendeu imediatamente.

sábado, 4 de julho de 2009

Maria João Pires renuncia à nacionalidade portuguesa


Pianista zangada com autoridades governamentais
in Público 03.07.2009 - 09h13 Margarida Gomes (Notícia actualizada às 11h14)
A pianista Maria João Pires vai renunciar à nacionalidade portuguesa, tornando-se aos 65 anos cidadã brasileira. A notícia é avançada pela Antena 2 da RDP, que adianta que a pianista se fartou “dos coices e pontapés que tem recebido do Governo português".

Decepcionada com o modo como tem sido tratada a nível governamental, sobretudo no seu projecto de ensino artístico de Belgais (Castelo Branco), Maria João Pires, que tinha dupla nacionalidade, decidiu agora ficar apenas com a brasileira.

Em Junho de 2006, Maria João Pires abandonou o Projecto Educativo de Belgais, que desenvolveu no concelho de Castelo Branco, e decidiu ir viver para o Brasil, onde pediu autorização de residência. A pianista está a viver em Salvador, no Estado da Bahia, e vai dedicar-se à hotelaria.

A decisão de renunciar à cidadania portuguesa foi revelada ontem pessoalmente pela pianista ao jornalista da Antena 2 Paulo Alves Guerra, numa conversa que os dois tiveram num centro comercial de Lisboa.

“Encontrei-a casualmente no Centro Comercial das Amoreiras. Maria João Pires andava às compras e ao ver-me acenou-me. Fui ter com ela e no desenrolar da conversa disse-me que ia renunciar à cidadania portuguesa”, relatou ao PÚBLICO o jornalista.

Paulo Alves Guerra advertiu-a de que estava a falar com um jornalista, ao que ela respondeu que podia utilizar a informação como quisesse. Só não permitiu que as suas declarações fossem gravadas.

Maria João Pires não pretenderá fazer mais declarações em Portugal. Daqui para a frente a sua vida vai passar a ser feita entre Portugal, Suíça e Brasil.

A pianista tem recebido telefonemas de vários organismos governamentais de Espanha e do Brasil a convidarem-na para se instalar definitivamente nesses países, mas o convite feito pelas autoridades brasileiras terá sido muito sedutor, levando a pianista a optar por se mudar de armas e bagagens para o outro lado do Atlântico.

Nascida a 23 de Julho de 1944, Maria João Pires aprendeu muito cedo a tocar piano: aos cinco anos deu o seu primeiro recital e aos sete anos tocou publicamente concertos de Mozart.

Com nove anos recebeu o prémio da Juventude Musical. Torna-se reconhecida internacionalmente ao vencer o concurso internacional do bicentenário de Beethoven, em 1970, realizado em Bruxelas.

Maria João Pires renunciou à cidadania portuguesa mas não aos concertos em Portugal, estando igualmente a preparar um novo disco.

Joe Berardo oferece emprego a Manuel Pinho


in SIC Online (04-07-2009 10:14 / Última actualização: 04-07-2009 10:55)
Joe Berardo oferece emprego a Manuel Pinho

Joe Berardo ofereceu trabalho a Manuel Pinho. O
ntem à noite, na SIC Notícias, o empresário convidou o ex-ministro a assumir um cargo de administração na Fundação Berardo.

O empresário Joe Berardo revelou que ainda ontem fez o convite dada a "admiração" que tem pelo ex-ministro da Economia, "um homem que ainda tem muito para oferecer a Portugal"

"Ainda ontem liguei à mulher dele, que ele estava ocupado, e fiz-lhe saber que tinha um convite para vir trabalhar para a fundação", revelou Berardo.

Coreia do Norte disparou hoje mais seis mísseis balísticos do tipo Scud


in Última Hora (Público) 04.07.2009 - 10h15
A Coreia do Norte disparou pelo menos seis mísseis balísticos do tipo Scud, num aparente acto de desafio para assinalar o 4 de Julho, Dia da Independência dos Estados Unidos.

Os mísseis tinham um raio de acção de cerca de 500 quilómetros, segundo noticia a BBC.

A Coreia do Sul e o Japão não hesitaram em considerar estes novos testes um "acto de provocação", na sequência de outros a que se tem assistido nas últimas semanas.

A Coreia do Norte está proibida de exercer quaisquer actividades relacionadas com mísseis balísticos, ao abrigo das sanções impostas pelas Nações Unidas depois de em Maio ter procedido a um segundo teste nuclear subterrâneo.

O Estado-Maior-General das Forças Armadas sul-coreanas anunciou que os engenhos foram disparados hoje de manhã a partir de um dos locais para o efeito existentes na costa oriental da Coreia do Norte. E todos eles foram cair no Mar do Japão, a que em Seul chamam Mar Oriental.

"Os nossos militares estão absolutamente prontos para enfrentar quaisquer ameaças e provocações norte-coreanas", disse o Estado-Maior em comunicado.

Um quadro do Ministério sul-coreano da Defgesa citado pela BBC disse que os testes de hoje foram de maior preocupação do que os quatro de curto alcance verificados quinta-feira, uma vez que já se tratou de mísseis susceptíveis de chegar a 500 quilómetros.

Os media do Japão e da Coreia do Sul têm vindo a noticiar que a Coreia do Norte se poderá estar muito bem a preparar para lançar um míssil balístico intercontinental.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Quercus reafirma acusações de violação da lei pela fábrica da Pescanova em Mira

RTP 2009-06-21 12:36:07 - País: A Quercus continua a contestar a nova unidade de aquicultura da Pescanova em Mira, Figueira da Foz. Um investimento recente e que deverá criar 200 postos de trabalho. Esta unidade irá produzir essencialmente para exportação, mas o projecto teve início com alguma controvérsia. A associação ambientalista Quercus fala em "atentado ambiental e já moveu dois processo judiciais por considerar que a fábrica está em violação da "Rede Natura 2000".